segunda-feira, julho 19, 2004

O Meu Presente Imaterial


"Os tambores acariciam a noite
Sinhá Clementina acordou
O estandarte do Estrela chegou"

Silvério Pessoa


RECIFE - Durante a programação da terça negra no centro histórico de Recife, Beto Barraca, assim que me encontra faz uma pergunta:
- Você está preparado para receber um presente meu?
- Sim! Não sei, não precisava Beto -
respondi meio constrangido e tentando olhar para sua mão, de onde não avistava nenhum pacote.
- Você ainda não está preparado, Renato! - respondeu Beto.

Passado algum tempo ele insistiu na mesma pergunta:
- E agora? Você está preparado pra receber meu presente?
- Agora estou Beto!
- Pois então, como legítimo cidadão pernambucano, residente em Jaboatão dos Guararapes, quero que você olhe para lá amigo. (essa imagem da Igreja de São Pedro que o caro bloggueiro pode ver no topo do post) Pois este é o seu presente, essa imagem é tua, só sua agora. Esse é o meu presente pra você Renato.


E não é que tive uma sensação indescritível?
Comecei a me arrepiar com aquela imagem do século XVII que tem a figura de São Pedro no centro como a esperar abrir os portões do céu. Foi um daqueles presentes que não é qualquer um que recebe, a imagem da principal igreja do Pátio de São Pedro. E a emoção de um grande amigo oferecendo dos principais símbolos da capital pernambucana.

Respondi emocionado:
- Obrigado Beto, foi o maior presente que poderia receber aqui em Recife, obrigado amigo.

Terminei a noite comemorando me embriagando com vinho carreteiro e dançando muito maracatu e afoxé ao som do grupo Alafin Oyó.
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