sábado, julho 30, 2005

Minha terra tem histórias


Estive ausente desde quarta, mas foi por uma boa causa. Participando do Simposio Internacional de Contadores de Histórica, no SESC de Copacabana.

Para quem viu o site, acessou, ou esta com preguiça de acessar a dica é quente:
A partir das 18:00 horas haverá 24 horas de contadores de historia se apresentando no Sesc. O teatro é maravilhoso, as pessoas são otimas e o publico vai adorar.
A maratona promete muito de madrugada. É ver pra ouvir....

quinta-feira, julho 28, 2005

Meninos de rua – A religião



A vida atormentada desses pequeninos se ajusta as diversas formas de comportamento da nossa sociedade. Um sociedade paralela se desenvolve, com hábitos e crenças. Seu cotidiano expressa toda a dor sentida calada, sob o sol e a chuva da cidade. Seus pontos de devoção, nesta cruenta vida, sei lá, deva começar pelas procissões. Rendem sua fé a um deus mudo, escondido não sei onde.
O pânico, o medo se espalham nas ruas. La vem nossos cristãos. Nossos miúdos cristãos. Pau na mão, um barulho que mais parece um urro de dor. Rasgam avenidas. Fazem pedestres mudarem de calçada. O santo ainda não está ali. Parecem que estão a procura de seu santo diário. Falei de vida efêmera letras atrás, lá na família. Seus santos também. Mudam como os santos católicos, um para cada ocasião. O ar de tristeza que se reflete nas faces dos santos apostólicos romanos, não define a pobreza e a rudeza dos santos da rua, as vezes eles sangram mesmo.
La vem a procissão. Tem beatos de todos os tamanhos. Compenetrados em suas orações diárias, cobrem a massa trabalhadora que busca incansavelmente não participar daquele cortejo particular. Arrecadam bolsas, celulares, carteiras, jóias, colares, relógios, tudo em nome da santa missão evangelizadora e miúda que insiste em crescer e se multiplicar. Convidam a todos. A recusa, uma desfeita. Emocionados, motoristas fecham os vidros de seus carros, enquanto reluzem velas de metal, serpenteiam hóstias afiadas. O murmúrio é grande. A procissão sai de um canto a outro da cidade. Rápida, muitas vezes se dispersa para ganhar corpo mais a frente. É o Estado tentando organizar o cortejo. Soltam "fogos" para saldar a procissão sem santo – onde está o santo?
Os fogos continuam. Um acidente. De repente os fogos atingem o grande cortejo que desfila veloz. A correria se generaliza, cristãos e "cristãos " se espalham num gesto de segurança. Há uma grande comoção. Aos poucos vai se tornado nítida a imagem principal. O desfecho é caótico. E, de repente descobrem o santo... Lá está ele estendido no chão. Em meio aos fogos deixaram cair o santo. Pobre imagem. Quebrada, agora jorrava uma púrpura água. Os fogos fizeram graves ferimentos. O santo permanecia inerte, os ruídos e gemidos não eram dele. A família se esfacelava mais uma vez. Fazia tão pouco tempo que um santinho partira. A indignação violentamente toma corpo nos novos rebentos. Seu modo de expressão, uma facada a mais naqueles que se indignam com tal situação.
Aos poucos o cortejo vai retornando. Fazem círculo ao redor do santo morto. Começam uma nova novena. Lágrimas correndo o corpo, pingando o santo, o ritual vai se repetindo. Lençol branco, digno da imagem, cobre o magrelo corpo estendido. Lençol branco, tão branco que sua dignidade não havia recebido um de presente nos seus poucos anos de vida. A família, reunida ali, prova que santo também tem família. A aglomeração não compreendia mais que um metro e meio de tão pequeno o nosso santo. Chegam as velas. A religião se consolida em mais uma passagem de suas ínfimas vidas. Este não ressuscitará no sétimo dia. Acenderam as velas, não rezaram o pai nosso e caminharam em "paz".
Meninos de rua – a família



Grande é a casa onde moram nossas crianças. A família cresce todo dia, como cresce a desigualdade que separa nosso povo. Brancos, pretos, morenos, "confusos", a pobreza não faz distinção de cor. São iguais na miséria. Muitas vezes andam juntinhos, dividindo cada pedaço de pão, cada garrafa com cola, as bitucas de cigarro, os famosos góias. Este é o bem comum. Seus filhos, nascem cedo, frutos do entorpecimento da alma e do corpo. Colocados à margem da sociedade, multiplicam a violência nas ruas da cidade e multiplicam-se nela. Pedir é a lei da sobrevivência, quando não muito, roubar e matar. A vida é efêmera. Mal começou, mau pode acabar. A disputa pelos espaços urbanos muitas vezes podem levá-los à falência múltipla dos órgãos. O canivete pode paralisar o coração; a navalha, o fornecimento de oxigênio para o cérebro; a bala, pode paralisar até quem não até quem não decretou falência, mas fora levada a ela. Frutos da displicência do Estado, a família cada vez mais comporta minúsculo rebentos, ariscos, perigosos, sombrios, fumantes, tóxicos. Minúsculos seres errantes em um pequeno espaço. A família de rua muda sua casa como quem muda de roupa. Ora, mal mudam de roupas, digamos de passagem.
O patriarca, bem mais velho, como tem que ser, é o detentor do tom da superioridade, conquistada no braço, na arma. Conquistou sua soberania com unhas e dentes. Normalmente é o mais violento, normalmente é o mais protetor. Sua família, sua referência. Ela gira em torno dele. Sem ele, perdem a unidade. O líder delega as tarefas diárias. A distribuição, vai desde uma mendicância, ordenada aos menores, um furto aos mais hábeis ou um assalto encabeçado pelo líder, o mentor. Atividades arriscadas de nossas pobres crianças. Nem um auxílio insalubridade, periculosidade. Nossos anjinhos de três ou quatro anos já sabem trabalhar. O teatro é a rua, seus personagens não refletem nada mais, nada menos que sua condição de excluído, sua própria realidade.
A função da mulher não está claramente definida. Fazer comida? Que comida? Servir o quê? Aumentar a prole seria uma das suas funções. Quantas vezes nos sinais não observamos pequeninas buchudinhas, latinha de cola na mão, bruguelinho do lado, ambos meninos, carregando uma criança presa no ventre. Essa é a família. Uma grande família. Não há vaidade, não há espaço para isso. Protejam nossas crianças.
Cuidem da Babilônia do Eneh

Babilônia irmãos.
É com tamanha tristeza que informo a toda bandalha que o cardeal tá tirando o figo fora do Eneh - Sergipe. As atribuições me impedem de seguir adiante nesta jornada etílica. Tenho a oportunidade de ingressar 100% na educação e não posso perder a oportunidade. A prefeitura do Recife, como é de conhecimento de vários babilônicos, abriu concurso para professor e entrei de cabeça no objetivo de conseguir um emprego fora da rede privada.

As minhas atribuições como cardeal passo ao nobre mancebo Ban-Ban ( o que tem medo de poodles) que tão bem preparou o pá-buff do Ereh de Alagoas e me levou a nockout em plena quadra da Ufal. Tive sonhos lindos com aquela tsunami de álcool que se abateu sobre minha pessoa.

Renatinho... sei que a jornada é longa e as vezes o figo dói e nós bota tudo pra fora. Mas como um verdadeiro Leão do Norte, caminharás sobre as (ardentes) águas sergipanas e promoverás o mais autêntico batizado que já se viu. Peço a você que complete a missão que iniciamos em Alagoas. Acabe com todo o líquido herético e caro, pois aqui teve um aumento de 16%. Foda-se a compesa...

Chame ao palco nosso correspondente em Sergipe, Tiago (Dublê de Betinho) e faça-se integrar os ingredientes do pá-buff a aguardente artesanal Velho Antônio, que dá o maior barato e é daquelas que derruba qualquer um. Dinho que o diga.

Salve Salve Nossa Babilônia Amada!

Guararapes, 28 de julho do ano do nosso senhor Baco.

terça-feira, julho 26, 2005

007 - 2005 Licence to Kill... brazilian,s



— Sorry, periferia! (copyright Ibraim Sued)


Adorei a charge de hoje do Chico Caruso do Jornal O GLOBO, que traduz nossa indignação sobre o que ocorreu em Londres. Isto chama-se "intolerância" escrito em superlativo do presente!
Valeu Chico!!!

segunda-feira, julho 25, 2005

Meninos de rua – a cama


Adormecem tarde da noite. O dia é longo, entre carros, poeira, correria e abandono. Suas faces, muitas vezes sujas e magras, lembram o romance do Graciliano. A seca na cidade. Perambulando dias a fio, pra lá e pra cá, esses bruguelinhos as vezes amáveis, as vezes extremamente ariscos, outras violentos, se sucedem em nossas ruas. Um copo d’água aqui, um resto de comida ali, vão passando, vão passando, eles pela vida e a vida por eles. Muitas vezes rapidamente, que podemos até chamar de anjinhos pelos pecados que ainda não cometeram.

A noite até no deserto é fria. Não haveria de ser diferente no Nordeste. Dentro de casa até que pode fazer calor, mas na rua... Seus corpos exaustos vão se enfileirando, na busca do melhor local, no pior local. Não há preocupação com higiene. As campanhas de higienização é que podem se preocupar com eles. Saúde pública, sei lá. Seus hábitos, confesso, não são os melhores. Aqueles que queremos para nossos filhos.

É um tal de chega pra lá, afasta pra cá e vão aos poucos formando uma fila indiana adormecida, nos bancos e pontes, praças e metrôs. Não toquem fogo neles, são nossas crianças. São nossas crianças do deus dará.

Não tive a oportunidade de dormir entre eles. Claro que tenho uma experiência bem parecida pelas bandas das Alagoas. Mas isso é um caso pra outra crônica. Sim. Suas as camas. Suas camas são fragrantes da criatividade que o meio os impõe. Travesseiro pode ser bolsa, pode ser panela.

Colchão. Colchão nem se fala. Um plástico, um lençol cor cinza. Cor cinza? Por que? Sim. Cor cinza, ou não lembram do chão sujo, emborrachado. A estamparia é bem variada, mas as tonalidades são sempre as mesmas, de cinza. Cinzenta como suas vidas, como suas peles, os seus futuros. Mas há uma cama bem mais difundida. Acho que modelo nacional: o velho e bom papelão de toda noite. Nem polegada de diâmetro. Ora essas. Nem centímetros. É colchão daquela marca de fogão, é colchão da marca de televisor famosa. Quer dizer famosa para gente. Imaginem o pensamento que estou pensando por eles. Hoje a noite vou me deitar naquele papelão daquela marca de geladeira que ontem vi na propaganda da loja. São bem maiores, comportam todo o corpo.

Seus lençóis. Ah! Seus lençóis. São de cortar corações. Lembro-me de algumas passagens de minha vida que parei e observei o jeito bem fetal como eles dormem. É minha gente. É posição fetal. É o frio, a fome, é a fome e o frio, noite após noite. Grandes camisas e eles dentro. Dá impressão que foram engolidos. E foram mesmo. São a nossa gente sem cabeça, sem pés, sem braços. São nossos homens camisa. Na verdade a aparência surrealista é de que estão dentro de um estômago. Que o diga o Dali. Ou seria uma placenta tamanho gigante? Durmam em paz minhas criancinhas.

José Alberto Costa

domingo, julho 24, 2005

Santa Imagem




Pois é meus caros a amigos blogueiros, voces podem obervar esta foto ai de cima, do estandarte do G.R.E.S. Renascer de Jacarepaguá que fiz durante uma festa na escola em agosto de 2004. Publiquei esta imagem aqui na Babilônia relatando a festa.

Mas vejam vocês a cara de pau que rola no ORKUT. Essa foi inacreditável! Acabei descobrindo que havia outra comunidade da Renascer de Jacarepaguá comecei uma pesquisa, usando a palavra "RENASCER" para encontrar e adicionar.

Devo avisar que antes da escola de samba, aparecem milhares de comunidades evangélicas, compo por exemplo: Renascer em Cristo, Renascer, etc...

Minha surpresa maior foi quando eu me deparei com a comunidade RENASCER REGIONAL DE GUARHULHOS e percebi que usaram esta foto que fiz para ilustrar esta comunidade evangélica.

Não acreditei, mas confirmei, era a minha foto!!! evidente que a responsável teve o cuidado de copiar e cortar da foto o G.R.E.S. que voces podem ver na margem superior.

Quem tiver ORKUT, pode conferir:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1308377

Pois é, depois desta, só posso reafirmar que na Internet nada se cria, tudo se copia.

  • PS: Hoje encontrei outro site interessante de samba O BATUQUE, que dentre outras coisas, publicou na íntegra SINOPSE de 2006 do GRES RENASCER DE JACAREPAGUÁ. É ver para conferir!!!
  • quinta-feira, julho 21, 2005

    Menino de rua



    Era noite, tinha acabado de chegar ao meu destino. Tomar umas cervejas numa quinta-feira as vezes faz parte do roteiro. Que destino? Bar da Amara. As vezes servem uma boa comida a moda pernambucana. Lembro, quando cheguei estava tocando a minha música do Roberto Carlos no bar ao lado. Ah! Emoções. Que música. Quando orquestrada fico em estado de êxtase. Bela música dos bons tempos do Roberto. Sentei do lado de fora do bar, uma espécie de underground da terra do sol. Acenei para a proprietária – Amara, desce uma cerveja bem geladinha. Ela não precisava nem perguntar qual. Já sabe o gosto do freguês. Mesmo assim ainda gritei a marca. Ela não ouviu, mais veio com a deliciosa cerveja, que meu corpo pulsava e desejava tanto. A música ainda rolava acompanhando o tempo. Acenei para um aluno que na folga passou perto de mim – Professor, tudo bem? – Tudo bem. Segunda começamos! Era a volta às aulas.

    Como disse, a cerveja estava geladíssima. Adoro superlativos. Lembrei do Machado de Assis. Detive-me por alguns instantes no bar do outro lado da rua, enquanto as músicas do Roberto se sucediam, misturadas no tempo da minha juventude, misturada no tempo frio de agora. Minha cabeça girava em pensamentos longínquos. Pensava na vida, no esforço diário para conseguir sobreviver. De repente fui despertado daquele sono que se desenrolava comigo acordado – Ei, me dá um trocado! Olhei a minha direita, ali estava o próprio retrato da fome, magricela, pálido, descalço, sujinho e belo. – Tenho não, amigo! Ele me fitou com um olhar de tristeza e fome. Ainda não havia despertado inteiramente da minha viagem quase inconsciente. Pouco a pouco sua imagem foi ficando nítida. A tristeza me contagiou de repente, sua magreza me deu um safanão, ou um choque violentíssimo. Desesperadamente comecei a procurar por moedas nos meus bolsos. Bolsos da calça, nada. Ah! – Tenho sim guri. Encontrei o troco do ônibus no bolso da camisa – O que você vai fazer com este dinheiro? Não vai jogar não, não é? – Não senhor, é para comprar massa para minha irmã, e o leite, me perguntava – Ah! Então tá. Aqueles cinqüenta centavos iriam fazer a diferença – Tá com fome? O aceno da cabeça denotou na sua face tudo o que representaria conseguir comida naquele momento. Para ele deveria ser o desfecho de um dia a mais de fome. Seus olhos começaram a brilhar. Os meus também. Começaram a lacrimejar, fato que tentei disfarçar. Estávamos eu e ele ali, parados, inertes. Ele com sua fome e eu com seus cinqüenta centavos ainda na mão.

    Corri ao bar – Amara, você tem pão? – Tenho sim. Por favor coloque um pão com carne e pegue um refrigerante. De longe ele assistia a tudo. Quem naquela noite poderia saciar a fome daquela criança? Não sei o que pensava. De uma coisa eu tinha certeza, a fome era muito grande. Criança não pode ver refrigerante que faz a maior festa. Com ele foi diferente. Segurou o pão com firmeza. As mãos ainda estavam sujas. O que me chamou a atenção e eu o chamei a atenção. O fato é que comia, comia, comia. Nem um único gole de refrigerante. Comia desesperadamente, a seco, enquanto aos poucos eu começava uma comunicação bem formal para entrar no seu universo sombrio, dolorido – Qual o seu nome? – Rorras – O que? Rorras. – Ror-ras? Sim. Rorras Manuel da Silva, mas pode me chamar de Manuel. Imagino quantas confusões não fez com este belo nome latino. Era ele o Rorras e eu mais um José que passou por sua vida e se fez percebido. Quantos não passam desapercebidos da realidade de milhares de Rorras aqui e ali. Em cada canto do Brasil. – Você tem irmãos? Sim. Catorze. Quase caio da cadeira de espanto. – Você é o mais velho. – Sim. Eu e minha irmão. – Quantos anos tem sua irmã? – Dez. Mas como pode isso? A irmã tem dez anos. O Rorras havia me dito que tinha nove. Isso, nove anos. – Têm gêmeos na família? Tenho. Nossa senhora, o que é isso? A miséria coletiva – Tem pai? Onde está? – Foi trabalhar. – E onde ele trabalha? – Trabalha para o prefeito. A noite, para o prefeito? Este tipo de trabalho noturno de funcionários da prefeitura, pelas condições de vida que ele apresentava, deveria ser na limpeza urbana. Não quero aqui fazer nenhum comparativo da dignidade de qualquer trabalho, mas aqui a remuneração desses pobres coitados é muito baixa. E como catorze crianças e uma mulher não são dois, nem três. São dezesseis: – Você estuda Rorras Manuel? – Sim. – Aonde? – Lá na igreja. Já sei escrever meu nome.

    Já passava da hora dele dormir. Estava ali sentado na minha mesa. Eu, ele e uma testemunha. Testemunho da miséria que se abalava sobre aquela criança. Tirou algumas moedas, do pouco que tinha no bolso e disse: - Este é aquele dinheiro que falei que ia te dar. Vagarosamente vi o Rorras Manuel se ausentando, feliz em passos leves. Não estava pesado, acredito que ainda poderia está com fome. Primeiro pegou o pequeno refrigerante, colocou a tampa, fechou-o bem. Não entendi muito bem. Fechou aquele pequeno refrigerante e colocou-o na mão e segurou bem firme. Era verdadeiro. Havia mais crianças lá. Falou em catorze irmãos. O refrigerante seria o vinho da santa ceia. O pão, não poderia multiplicar, entrara de bucho adentro, fizera uma conta de dividir consigo mesmo. Ainda lembro de suas expressões. Sereno. Poucas palavras pronunciou enquanto se despedia. Lembro de minhas recomendações – Vê se não andas descalço por aí. É perigoso, você pode se cortar. Acenou com a cabeça, concordando comigo e foi desaparecendo na sua magreza.

    Tive vontade de voltá-lo. Ele foi e eu ainda penso se bem está. Se há algo ainda a fazer, na esperança de reduzir sua miséria flagrante.


    José Alberto Costa

    quarta-feira, julho 20, 2005

    Meu caro amigo

    Que coisa né?!!!! Hoje indo para o meu trabalho pela manhã, para definir os últimos detalhes do site das Mulheres em Ação no centro da cidade - O Banco da Paz.org, fiquei bastante pensativo dentro do ônibus 241 (Taquara - Praça Mauá) sobre uma música que catarolava despretenciosamente e cheguei a uma conclusão:

    Francis e Chico Buarque além de "monstros" (num bom sentido) da música popular brasileira, são verdadeiros profetas.

    Vejam meus caros bloggueiros e amigos que no dia do amigo, passei a manhã cantarolando a música MEU CARO AMIGO e perecebam as sutilezas e coincidências da atual conjuntura de (espanto) hoje, apesar do contexto desta música ser durante a Ditadura Militar!!!



    MEU CARO AMIGO
    Francis Hime - Chico Buarque/1976

    Meu caro amigo me perdoe, por favor
    Se eu não lhe faço uma visita
    Mas como agora apareceu um portador
    Mando notícias nessa fita
    Aqui na terra 'tão jogando futebol
    Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
    Uns dias chove, noutros dias bate sol
    Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
    Muita mutreta pra levar a situação

    Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
    E a gente vai tomando, que também, sem a cachaça
    Ninguém segura esse rojão

    Meu caro amigo eu não pretendo provocar
    Nem atiçar suas saudades
    Mas acontece que não posso me furtar
    A lhe contar as novidades
    Aqui na terra 'tão jogando futebol
    Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
    Uns dias chove, noutros dias bate sol
    Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
    É pirueta pra cavar o ganha-pão
    Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
    E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
    Ninguém segura esse rojão

    Meu caro amigo eu quis até telefonar
    Mas a tarifa não tem graça

    Eu ando aflito pra fazer você ficar
    A par de tudo que se passa
    Aqui na terra 'tão jogando futebol
    Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
    Uns dias chove, noutros dias bate sol
    Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
    Muita careta pra engolir a transação
    E a gente tá engolindo cada sapo no caminho

    E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
    Ninguém segura esse rojão

    Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
    Mas o correio andou arisco
    Se permitem, vou tentar lhe remeter
    Notícias frescas nesse disco
    Aqui na terra 'tão jogando futebol
    Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
    Uns dias chove, noutros dias bate sol
    Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
    A Marieta manda um beijo para os seus
    Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
    O Francis aproveita pra também mandar lembranças
    A todo pessoal
    Adeus


    PT saudações meus Caros!!!

    segunda-feira, julho 18, 2005

    Quem não gosta de samba, bom sujeito não é...


    Com esta famosa frase, a Babilônia disponibiliza, em primeira mão, as imagens da festa organizada pela ala feminina do G.R.E.S. Unidos do Anil. A festa estava lotada e o domingo foi marcado com muita alegria, descontração, bingo e samba.


    O Grupo de pagode animava o primeiro Bingo da Unidos do Anil de 2005.


    O Manecão estava lotado, com as pessoas particapando do Bingo do Anil.


    Ariovaldo Silva (Aryzinho), Diretor do carnaval da Unidos do Anil com seu sobrinho.


    A segunda atração da noite de premiação foi o grupo Samba.com.br que animou mais ainda a festa.


    O maior patrimônio da escola reside na Ala das Baianas que organizou a festa com muita garra.
    Aqui vemos diretores, baianas e Renato Motta representando a bateria.


    Mestre Paulão comandando a apresentação da Bateria da Unidos do Anil.
    A bateria tocou com garra e força.


    Detalhe da evolução dos ritmistas do tamborim.


    Detalhe da evolução dps ritmistas de ganzá e caixa.

    sexta-feira, julho 15, 2005

    Bingo na Unidos do Anil


    Jacarepaguá-RJ - A partir das 14:00 deste domingo, a ala das baianas do GRES Unidos do Anil organiza neste domingo próximo uma festa no Manecão (ao lado da fábrica da Antártica) na Estrada de Jacarepaguá 6895 – Anil – Jacarepaguá (ao lado da fábrica da Antártica).

    Haverá além da festa, um bingo (cada cartela vai custar 5 Reais) que pode ser adquirido na hora. Ao final, haverá apresentação da Bateria do G.R.E.S. Unidos do Anil.

    A escola convida a todas as pessoas e as escolas co-irmãs para participarem desta grande festa de confraternização. A entrada é franca!

    quinta-feira, julho 14, 2005

    Hoje Sou Furacão




    Sei que os dois clubes são amigos do meu Flamengo, mas nesta final de Copa Libertadores da América, entre São Paulo e Atlético-PR, meu coração vai pender para os paranaenses.

    Inclsuive irei vestir a camisa do Furacão para dar uma força aos amigos do Paraná, somente por um motivo: Eles também são rubro-negros!



  • Escudo copiado do site do clube: www.atleticopr.com.br
  • Estatuto da Crianca e Adolescentes (ECA)

    Quando pensamos sobre o papel do que temos dentro do Centro Comunitario Lídia dos Santos no Complexo do Morro do Macaco, as vezes obtemos respostas quem nem sempre estamos esperando.

    A Educadora Ana Claudia teve esta surpresa quando propôs aos seus alunos Jorge Ricardo (pimentinha), Joílson, Ronie, Monalisa e Raiane Rossido produzir um texto sobre o Estatuto.

    Os alunos então, decidiram fazer uma paródia de uma letra de funk que constantemente cantam pelas ruas e vielas da favela. A supresa não poderia ter sido melhor. Vejam o resultado:

    TURMA DA AMIZADE
    Construção coletiva de Jorge Ricardo (pimentinha), Joilson, Ronie, Monalisa e Raiane Rossido

    "Eu dei um papo a aquela mãe
    Mas ela não quis saber
    Deixa o seu filho na rua
    É, ela quem vai sofrer
    Fechamos com o certo
    Não aceitamos teimosia
    Agora vai ter que tirar
    seu filho da delegacia
    Aqui quem fala
    Quem fala é a turma da amizade
    Tem que escutar
    Se o seu filho for pra escola
    Pra escola, pra escola
    Nós temos que estudar"

    quarta-feira, julho 13, 2005

    Novos Canibais

    Mal amanhece o dia e eles já estão na estrada. Roupa rota, andar pesado. Um sôfrego caminhar. O mau cheiro já denuncia a chegada a lugar nenhum. Caminham cedo esses homens, caminham cedo essas mulheres. A boca precisa de comida, as boquinhas também. O estômago esmurra-os fortemente. É a miserável dança do ventre. Homens e mulheres se contorcem enquanto não chegam ao destino final, final. Boquinhas a mais se contorcendo em algum lugar do mato, do barro, do velho casebre de taipa, de plástico e palha. É proibida a entrada de menores, avisa a placa. Esses, vão ter que esperar a sopa de chorume para depois.

    A montanha de entulho dá a visão da desgraça que os espera de braços abertos. É mais um dia de jornada árdua, onde os espaços são disputados a tapa. Com homens e com urubus. Além de tanto sofrimento, mais uma dor e um alívio deve conviver com a mão trabalhadora, a mão batalhadora . A ausência dos filhos lhes são impostas. Sorrio e fico triste com este antagonismo funesto.

    Os caminhões começam a chegar. Aumenta a expectativa. É o metal, é o plástico, é o objeto em si. Algo de descarte reassumindo o seu valor, numa comunidade sem classes, igualitárias na miséria diária. Miséria que os acompanha pelo resto de seus dias, se nada for feito. Romper bruscamente o ambiente de desalinho é infringir suas leis. Da procura. De pouca oferta, de poucas escolhas.

    Aproximam-se aos montes. Rodeiam o carro. O carro-caçamba começa a inclinar suas costas e a jorrar um pouco mais de miséria da cidade por entre seus dedos, por entre seus corpos sujos, sua alma limpa, descrevendo um paradoxo horrível que se repete dia após dia. Não gostaria de pensar o que acho que eles pensam. A cada carro a esperança de comida na boca. Mas é isso mesmo. A cada carro a esperança de uma comida rejeitada pela sociedade dos homens. Rejeitada pela carne dos homens, amputada pela carne dos homens.

    O tom triste, ao qual vou descrevendo “isso”, me é doloroso. Arranca-me as tripas. Me embrulham o estômago que não vou enviar para lá. Lá vem o noticiário. Uma velha de estatura baixa, dolorida, sofrida, negra aparece na minha frente, na minha tela. Fala decidida, como se não houvesse mais nada a fazer- e não havia mesmo – “Começamos a revirar o lixo, quando encontramos aquele pedaço de carne. Recolhemos e preparamos. Todos nós comemos. Só depois descobrimos que era carne de gente. Havia mais ainda lá”.

    Naquele momento pensei mais e mais sobre a situação dos “Novos Canibais”. Uma nova forma de sobrevivência, que não é exclusividade do Lixão da Muribeca, mas do lixo que transformaram o mundo. Suas desigualdades sociais, suas culpas e seu egoísmo.

    Fico preocupado. Sem ir lá. São dezenas, centenas de pessoas chutando urubus e se chutando para conseguir transformar em dinheiro o que não nos serve mais. Passo na frente e vejo os morros. Morros mortos. Sim. São indícios, a congregação de urubus e gente.

    Acendam uma vela por favor.


    José Alberto Costa
    Prof. História – Pernambuco - Brasil

    terça-feira, julho 12, 2005

    Ao Incomparável Mano Melo


    Posso dizer aos caros blogueiros, daqui e de além mar, que hoje, assim que cheguei do trabalho liguei o aparelho da televisão para pura distração (isso é hábito comum por aqui).

    Zapeando.......
    Pera lá Sr. Motta, uma pausa para a reflexão etnológica - essa minha mania de ter convivido com o curso politécnico de Propaganda e Marketing! Acabo usando estas terminologias propagandistas - como diria o personagem Odorico Paraguassu no livro de Dias Gomes - O Bem Amado.

    Retomemos minhas rticencias.
    ..... Zapeando a TV, acabei deparando-me com o canal estatal TVE Brasil. Estava ali sentando no banco dos réus do Programa A Verdade, nada mais que o poeta Mano Melo.

    Dentre as perguntas, me deliciei com as rapidinhas. O apresentador Fernando Pamplona Perguntou para Melo:
    - Musas?
    Sábiamente o poeta respondeu:
    - Elas estão nas ruas, as musas são as mulheres, todas, alías de cada 5 pessoas que nascem 3 são mulheres. Elas estão em todos os lugares dominando tudo! Esse é um capricho da Natureza para desequilibrar o planeta!!! - Assim que ouvi, ri muuuuito. Concordo contigo Mano Melo.

    E pra finalizar Pamplona pediu que o poeta recitasse um poema! Mano nos presenteou com uma bela apresentação de seu famoso poema; Suis Generis.

    Suis Generis (fragmento)
    Por Mano Melo

    Este é um país suis generis.
    As putas gozam
    Os cafifas se apaixonam
    Os valentões apanham
    Os ministros cantam
    E as ministras dããão
    Os machões tambééém

  • Ouça este fragmento de Mano Melo declamando no site: Mano Melo. Vale a pena ouvir, comprar e conhecer a obra deste grande poeta performático. Valeu Mano!
  • domingo, julho 10, 2005

    Azougue em doses homeopáticas



    "Azougue eu tomo pra me distrair,
    azougue eu tomo pra me transformar"




  • Também passei o dia inteiro com essa música do DJ Dolores na cabeça com a voz da Izaar. É o tipo da canção Exu, Babilônicamente mexe com as entranhas de nossa alma e uma vontade de sair pulando pelo quarto, pela sala, pela rua, pelas avenidas e chegar na Avenida Gararapes tendo Pernambuco debaixo dos pés e a alma na imensidão.

  • Segundo recentes pesquisas, azougue é "uma mistura de PÓLVORA com aguardente e ervas, bebida usada em ritual religioso e tradicional dos caboclos de lança guerreiros do maracatu de baque solto, da região da mata e dos canaviais de Pernambuco."

  • Em 7 de janeiro de 1957, o cronista Antônio Maria escrevia na sua coluna Mesa de Pista o seguinte: "...Uma noite fomos com Orson Welles ao cabaré. Pedimos o "Metralhadora Pesada". Welles ouviu com os olhos abertíssimos (sempre fez muito olho, o nosso Weles) e disse que era espantoso. Mas achou que o frevo sairia do Recife. Discordei! O frevo, uma dia sairá pelo mundo. É a única música que levanta o freguês da cadaeira. Agora, é preciso encontrar uma maneira de levá-lo ao mundo. Isto é, descobrir um modo de simplificá-lo (mesmo adulterando-o), até torná-lo possível ao gosto e aos norvos do mundo." Jornal O Globo - 7/01/1957.

    Os Penrmabucanos, depois do Movimento Mangue e de Lenine, agora estão falando para o mundo!

  • Carnaval 2006 e a Divina Comédia Brasileira


    Ontem foi divulgado o enredo do G.R.E.S. Renascer de Jacarepaguá para o carnaval de 2006.

    O título será A Divina Comédia Brasileira e as sinopses serão entregues na quadra da escola nesta terça feira 12/07/05 ás 20 horas.


    A Renascer de Jacarepaguá será a quinta escola a desfilar no sábado de carnaval na Marques de Sapucaí quando se apresentam as agremiações do grupo A. Tenho certeza que a disputa será acirrada e a Renascer terá que fazer um desfile impecável, para, no mínimo, se manter no grupo A.

    fonte das noticias: www.tudodesamba.com.br e a comunidade da Renascer de Jacarepaguá no ORKUT.

  • Alô Bateriiiiiiaa! - Hoje tem ensaio da Bateria Show da Renascer de Jacarepaguá, as 16:00 na Praça do Anil sob a regência do Mestre Paulão. Estarei lá, com certeza!!!
  • sábado, julho 09, 2005

    Desertor


    Por Laura Esteves

    Tem dia que deserto de mim.
    O fenômeno ocorre poucas vezes.
    Decerto, porque sou forte por natureza.
    Nesses dias, vago tonto na poeira.
    Não atendo súplica nem pedido.
    Perdido em meu mundo periférico,
    viro seixas e torquatos,
    viro pedra, viro seixo,
    viro a vida a três por quatro.
    "Louco!", escuto a minha passagem.
    Então, estremeço e caio estático.
    Querem saber porquê?
    É que eu morro de medo
    de hospital psiquiátrico.

    sexta-feira, julho 08, 2005

    7 de Julho II - The day after

    Creio que a tragédia das bombas em London só agrava a intolerancia entre os países desenvolvidos com os sub-desenvolvidos. A humanidade precisa buscar um dialógo melhor. Tenho a convicção de que estamos no Século XXI, mas testemunhas de uma regressão terrível.

    quinta-feira, julho 07, 2005

    7 de julho de 2005


    Hoje é o Dia Nacional de Combate ao Racismo, para tal escolhi a fotografia de Adenor Barbosa e de seu belo blog-foto-log APENAS BAHIA sempre com imagens fortes e marcantes.



    Para quem não é daqui, o Brasileiro herdou dentre todas as coisas, um preconceito velado, de uma elite que escamoteia. Sim existe preconceito no Brasil, inda mais se o cidadão for negro. Sente na pele, na carne. Assim como o olhar e a expressão de Mãe Filhinha de Iemanja - Cachoeira- Bahia- manhã de 13 de março de 2000.

    ".... Vou fazer 100 anos...
    Meu nome de registro é Narcisa Cândida da Conceição.
    O povo me chama de Mãe Filhinha ou Filhinha
    Sou orgulhosa de ser negra e honrar o meu povo antigo que teve os pés e as mão acorrentados contra a vontade.
    Sou livre.
    Sou Mãe de Santo
    Sou filha de Yemanja. e Nossa Senhora
    Sou Narcisa
    Sou Cândida
    Sou Filhinha...."


    O universo de Filinha e uma sintese da confluência das culturas indigena, africana e portuguesa. Um fragmento desse universo motivou ao cineasta baiano Geraldo Sarno a realizar o documentario "Yaô"

    quarta-feira, julho 06, 2005

    Tarefas On Line


    Meus caros blogeiros, minha tarefa é urgente: Arrumar, configurar, melhorar o belo site do Grupo de Contadores de Histórias - Conto Contigo (que faço parte) mas que foi desenvolvido, planejado, executado e desenhado por Mauro Pinheiro.

    Vale a pena dar uma conferida: no link: www.contocontigo.tk
    O trabalho é muito bonito.

    terça-feira, julho 05, 2005

    Trocando em Miúdos por Sarapatel

    São pequenas notas, comentários como o prato e seus miúdos de boi.

  • Nasceu Davi - Filho de Analice, lá de Pernambuco, mais uma criança que inicia o ciclo da vida. Seja bem vindo, Socabinha da Peste!

  • Filme de terror I - Os últimos 4 jogos do Flamengo, perdemos pro Corinthians, Brasiliense, Atletico-MG e empatamos com o Furacão

  • Filme de terror II - Nosso sonho vermelho, de um proletário no comando do Brasil frente a uma onda de denuncias do mais execrável deputado Federal - Sr. Roberto Jefferson PTB/RJ. Porque fomos nos aliar com liberais, com petebistas e com o PP?

  • Filme de terror III - Levar uma turma de 53 alunos para UNI-RIO; e não atender o pedido desesperado de uma criança querendo ir ao banheiro. O resultado não poderia ter sido mais trágico. Uma diarréia que não esperou a criança chegar ao banheiro e uma Universidade Federal exalando coliformes fecais “in brutus”.

  • A Descoberta de um Hotel Sossego - É... Acabei descobrindo por acaso que a Babilônia é hospede do Hotel Sossego. Assim como que a um Cabral a avessas, ando a perambular pela blogosfera portuguesa e descobrindo novos blogues que hospedam esta Babilônia. Pois como brasileiro e carioca - retribuo hospedando todo o Hotel Sossego na Babilônia.
    Destaque para as fotos de África...
  • domingo, julho 03, 2005

    Saudades de uma Fanfarrona



    A partir de ontem nossa amiga Cristiane Guerreiro nos deixou.
    A triteza é muito grande. Era professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro sempre preocupada com a luta de classes, com a revolução proletária, com o rumo do movimento estudantil, movimento sindical e as lutas na UERJ.
    Mas antes de tudo, amiga e admiradora da SOCABA, dos nossos eventos, das nossas festas. Cris, como chamávamos, mostrava sempre este alto astral. Tenho certeza que, aonde ela estiver, estará fazendo uma festa porque seu espírito é Fanfarão.

  • Foto de Renato Motta tirada em junho de 2004 no Chopp Gol - Vila Isabel-RJ
  • sexta-feira, julho 01, 2005

    O Pastelinho

    No hall das relações da Babilônia na Blogoesfera apartir deste momento estou adicionando O Pastelinho aqui na Babilônia como uma nova opção para bons textos, no exercicio de buscar as singularidades que existem entre Brasileiros e Portugueses.

    Então meus amigos, peçamos uma porção de bolinho de bacalhau, vinho do porto tendo a disposição "Pastelinhos".

    Passo a palavra, que por definção bloguística, é ser.... "O vosso blogue alternativo:"Quando o Benfica jogava, punhamos os altifalantes virados para a mata e, assim, não havia ataques./Parava a guerra?/Parava a guerra. Até o MPLA era do Benfica.(..)E nada disto acontecia com os jogos do Porto e do Sporting,coisa que aborrecia o capitão e alguns alferes mais bem nascidos(..)Eu até percebo que se dispare contra um sócio do Porto, mas agora contra um do Benfica?"António Lobo Antunes, entrevista a Visão."

    Sejam bem vindos: Dias, Manuel e Miguel!