segunda-feira, julho 05, 2004

O futebol de listrinhas


Os acontecimentos da última semana no Planeta Bola foram, no mínimo, esquisitos. Não é todo ano que vemos os resultados obtidos por campeonatos expressivos da comunidade internacional, como a Eurocopa e a Taça Libertadores da América. E, se analisarmos bem, quem apontaria o Porto como campeão europeu antes do início da competição?

É justamente por isso que tenho que discordar do jornalista Juca Kfouri. Em seu artigo publicado ontem no jornal Lance!, Kfouri assinou o atestado de óbito de um animal famoso no futebol, como sugeriu já no título da matéria: "A zebra morreu".

Fui consultar meus alfarrábios eletrônicos, ou seja, as páginas do Google, para descobrir em que momento o nobre eqüídeo desembarcou no vocabulário esportivo, vindo diretamente das savanas africanas. No site Futebol: linguagem e paixão, encontrei a informação de que teria sido o técnico Gentil Cardoso o autor da idéia. Muito provavelmente sua inspiração veio do jogo do bicho, onde a zebra não figura entre os 25 animais e obviamente os apostadores jamais esperam que dê a bichinha no sorteio.

A julgar pelo sentido da expressão, enquanto times que ninguém imagina que sejam campeões - nem seus prórpios jogadores - continuarem surpreendendo e abiscoitando os troféus de grandes competições, a zebrinha continuará trotando pelos quatros cantos do mundo. Em sua mais recente aparição, foi vista em Portugal linda, gorda e feliz, com listras azuis, pastando pelo gramado do Estádio da Luz.

E digo mais: enquanto houver equipes como as seleções de Tonga e de Samoa Americana, também irá existir time bobo no futebol!
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