segunda-feira, março 06, 2006

Um Dia a Casa Cai



Achei interessante o artigo de Elio Gaspari Um prêmio para os americanos ineptos que trata do "genial" projeto do ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia para que os cidadãos americanos sejam dispensados de visto de entrada no Brasil.

Assim que terminei de ler o artigo, me lembrei do filme Um Dia a Casa Cai (The Money Pit) que conta a historia de um casal que após comprar a casa de uma penosa e dramática senhora idosa, começam a ter milhares de problemas. Esta corretora sendo uma velhinha muito pilantra aparece no fim do filme no Rio de Janeiro vendendo uma casa para um honesto cidadão americano.

Aliás, este esteríotipo de filmes que mostram pilantras americanos desembarcando na América Latina, depois que roubam uma fortuna é mais comum do que a nossa vã filosofia filmica pensa.

E resalto... em nosso caso o "Brazil" só perde pro México em termos de opção americana. Isso é uma afronta a nossa cultura, que reforça o papel de que aqui não há lei, de que vivemos como símios como o planeta dos macacos.

Caracas Motta, será que não estás pegando pesado?? Vamos aos fatos da reciprocidade o Consulado Americano nos oferece nas embaixadas espalhadas pelo Brasil e que Gaspari nos coloca com muita sobriedade e propriedade em seu artigo e que peço permissão virtual para a mais famosa equação internáutica da copia e da cola.

"Para começo de conversa, o doutor Mares Guia deverá pagar R$ 38 para obter informações, por telefone, e marcar uma entrevista. Caso se habilite ao visto, pagará uma taxa de R$ 210, não reembolsável.

Os consulados marcam entrevistas de acordo com a planilha da própria incompetência. No Rio a espera é de 140 dias. Em Recife, 70. Como o ministro é mineiro e os americanos fecharam seu consulado em Belo Horizonte, deverá ir a São Paulo para a entrevista. Espera de 45 dias.

No dia marcado, entrará numa fila de cerca de uma hora, na rua. No Rio são quatro horas. Uma vez admitido ao prédio, outra espera, menor. Será atendido em pé."


E digo mais em tom jocoso parodiando o mestre Bezerra da Silva:
Se gritar - Gringo ladrão! Não fica um meu irmão!
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