quarta-feira, março 17, 2004

Em um domingo na feira de Caxias...


Adaptação da crônica do Benito Pepinho da SOCABA – no centro da foto

Em um domingo na feira de Caxias, estavam os legítimos representantes da SOCABA degustando aquela crevejinha gelada, quando senta na mesa ao lado, um casal na casa dos cinqüenta que começa a puxar assunto, tendo em vista as afinidades musicais encontradas. (para quem não sabe, a barraca em que bebiam fica ao lado de uma tenda que vende CDs, só originais e com pérolas do Brega).

Seu Walfredo, que após se apresentar, dizendo que conhecia o Madureira de algum lugar, e vendo a cultura musical da SOCABA, puxou um papelzinho onde se encontravam nomes de músicas do cancioneiro brega-popular ladeados por números, dizendo:
- "Tão vendo isso? É o código das máquinas de videoquê, pra eu ir chegando
logo e cantando..."


Aberto o varandão da saudade o senhor se transformou em um verdadeiro Forest Gunp contando histórias sobre os chifres que deu na mulher. Disse que era aposentado da Telerj, único emprego que tivera na vida.

Mas o impressionante mesmo foi a seguinte história de seu Walfredo:
- "Gente, esse largo da Carioca é fogo! Trabalhei lá muitos anos... Lá tinha um cara que engolia tudo. Um dia vinha eu distraído, o cara pegou meus óculos e engoliu. Perdi quase toda minha hora do almoço, até que ele me devolveu os óculos. Mas poxa vida, tava com a armação trocada!"

Realmente, a feira de Caxias tem de tudo.
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