sexta-feira, agosto 13, 2004

Antropofágico


Por Beto Barraca - 2004 - Recife-PE

Como tudo a minha volta que me lembram carne
O que me rodeia e o que me permeia
Como frases, como linhas

Como pensamentos
Pois bem sei foram pensados por cérebros
Cérebro é carne
Então eu como

Comi os versos anteriores
Comi, pois eram carnes
Tinham sangue

Como os dedos que te escrevem
Como olhos que te olham
Como narizes que te cheiram

Como quadros de revoluções
Pois inspiram-se em carnes decaídas
Entulhadas, queimadas, trituradas

Como fotos, tuas, deles, as minhas
Mostram-me carnes, tuas, deles, minhas
Então eu como
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