segunda-feira, junho 16, 2003

Das Bodas aos Escravos

Fazer um programa fora do normal, saudável e interessante e também não poderia perder essa oportunidade.
A Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro apresentou de quinta à sábado a Opera As Bodas de Fígaro de Wolfgang Amadeus Mozart. E na sexta estava lá.
Essa ópera cômica, que se passa no período feudal, é entranhada de situações complexas de relacionamento entre nobres, servos, etc...

Mais uma vez vi quanto o Mozart é maravilhoso em suas composições. ME emocionava diante de tal beleza, afinal estava bem perto da orquestra ficando atento aos acordes e as notas musicais.

Destaques para o barítono que interpretou Figaro (Emerson Lima) e pela Mezzo Soprano Carla Cecília que interpretou Cheubino. Além disso tudo, os produtores ainda projetaram no fundo do palco, a tradução da ópera. Ou seja, os leigos em italiano ou em ópera, puderam entender tudo que os personagens falavam.

Para esse programa fui sozinho, porque sei que muitos de meus amigos e amigas não iriam encarar de 18:30 as 22:15 a Opera inteira e principalmente, no calor intenso do maravilhoso teatro da Escola de Música, era um convite ao mais enfadado, ter sua pressão baixa e cair em um sono profundo. O que não foi o meu caso. Finda a Opera, com muitos aplausos do público, o negócio era tomar uma cervejinha...

Meu destino foi samba do Largo da Prainha - na Praça Mauá, porque o ensaio do bloco Escravos da Mauá já comia solto. Ouvi sambas de Cartola, Zé Keti, da Mangueira, da Portela, dentre outros, que completaram minha sexta feira 13.

E o melhor de tudo isso é que tanto a opera como o samba foram de graça. O primeiro por ser na UFRJ e o segundo, por ser na rua. Tem coisas que só acontecem aqui mesmo, no Rio de Janeiro!!!!
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