segunda-feira, novembro 04, 2002

Recife



Pode parecer meio estranho não reconhecer toda a particularidade que a cidade de Recife possui frente às outras cidades do Brasil.

Mas como um bom caminhante da cidade, por dentre os bairros da região metropolitana de que algumas coincidências existem, e que não poderia deixar de registrar com esta alma de carioca da gema.

Quando cheguei em Dois Irmãos, não vi o túnel Zuzu Angel, muito manos a favela da Rocinha, mas somente a Universidade Rural de Pernambuco e uma grande mata que fica nesta zona norte de Recife.

”Mangueira teu cenário é uma beleza, que a natureza criou”.
Não, dificilmente irás encontrar o Dona Zica, muito menos a quadra da escola de samba da Estação Primeira, mas na Mangueira de Recife tem a sua semelhança por ser um bairro cortado pelo metrô, mas sem o memorável morro. Mas quando passo presto minha homenagem, a alma cantarola a tradicional música mangueirense.

O Largo do Maracanã é um lugar distante e que não tem o colorido futebolístico que encontramos no Rio.

E por falar em futebol, minha maior decepção foi passar pelo bairro do Vasco da Gama, em plena Recife. Ora bolas, e ainda por cima vi pessoas com a camisa cruz maltina nas ruas e kombis que passavam. E o pior é que não existe por aqui o bairro do Flamengo.
Tudo bem, o que acalma meus devaneios de torcedor é que aqui torcida mais numerosa é a Rubro Negra. Mesmo que seja a do Sport, é rubro negra.

Se fosse um carioca etnocêntrico, diria que os Pernambucanos pecam pela falta de criatividade. Mas é pura provocação, sou um admirador dessa terra e já estou com a minha cidadania olindense marcada no meu título de eleitor.

Para não deixar contrariado os pernambucanos, termino com um fragmento do hino:
“Nova Roma de bravos guerreiros
Pernambuco, imortal, imortal”

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