Poesia, contos, casos e histórias...
Babilônia pouca é bobagem
Caledoscópio de Renato Motta
quinta-feira, novembro 27, 2025
Memória em Perigo - Um guia para um artigo acadêmico
segunda-feira, novembro 17, 2025
Anjo Torto Desintegrado
De Renato Motta
Na espaçonave intergalática
Viajando ciclicamente
Aos recantos espaciais
Numa esfera subjulgada.
E o ponto de retorno foi ultrapassado
O anjo torto desesperado, em chacinas
Poesia obtusa, em carnificina,
Drones teleguiados
Razão anestesiada, dor.
Sangue por todos os lados.
O vale das sombras que aprofunda
IAs sofisticadas, mortes em sincronização
Plantam bombas cirurgicas em cidades
Justificando a insana destruição
E o ponto de retorno foi ultrapassado
O anjo torto desintegrado, em toxinas
O tempo e o espaço se fundem
Jogatina da quarta, talvez quinta dimensão
E o que será de nós, em angustias
Súplicas em gestos famintos
Na rasa e pseudo, teológica doutrinação.
Perecem flores, para o além
Prece, nesta segunda sem lei
Saudades, em alma, evaporada recordação.
E se encanta o poeta, acordes dissonantes
Macalé se esvai, no mundo em erupção.
sexta-feira, outubro 17, 2025
As Portas
As Portas
quinta-feira, outubro 09, 2025
Agudos
quarta-feira, outubro 01, 2025
Espera
quinta-feira, setembro 18, 2025
Poema: Ofuscados

quinta-feira, novembro 03, 2022
Flamengo: O Nordeste exige respeito

A paixão que envolve o Clube de Regatas do Flamengo na região nordeste é incomensurável e reflete o tamanho de torcedores desse clube brasileiro com sede na cidade do Rio de Janeiro.
Basta resgatar imagens da passagem pelo Flamengo nos nove Estados que compõe a região Nordeste, para identificar a paixão que os nordestinos tem pelo clube.
Destaque para o jogo entre Altos-PI X Flamengo-RJ que ocorreu no Estádio Albertão na cidade de Teresina no qual torcedores ficaram sob o escaldante sol, para conseguir comprar o ingresso para o duelo.
Ao comparar o povo nordestino a um carrapato, a diretora de responsabilidade social (sic) do Flamengo, Sra. Ângela Machado ofende torcedores do Flamengo no Nordeste, as embaixadas e consulados do Flamengo na Região, clubes de futebol de todas as regiões, arranhando e jogando na lama, a imagem do clube.
É importante registrar que esse ato é equivocado e que, de acordo com o portal GE, "o benemérito Siro Darlan, integrante do grupo político Fla-Tradição, encaminhou dois requerimentos à diretoria do Flamengo nesta terça-feira. Em um deles pede a destituição de Angêla Machado, esposa do presidente do Flamengo."
Esperamos que o Conselho Deliberativo acate a fundamentação do benemérito e que pelo menos a sra. Ângela seja destituída do cargo. Sua fala não significa somente uma liberdade de expressão, ela toma um novo contexto, em função de mesma fazer parte da diretoria do Clube de Regatas do Flamengo.
Enquanto torcedor do Flamengo e morador de Jaboatão dos Guararapes-PE fiquei extremamente indignado com o papelão desses diretores. A Democracia é uma conquista de todos e o clube precisa entender o papel político que ele exerce. Basta ver o movimento Democracia Corinthiana.
A embaixada Fla Pernambuco fez uma excelente nota, condenando a declaração de Ângela pelo desrespeito ao povo nordestino e as dezenas de embaixadas e consulados na região.
Ficou feio, muito feio para a atual diretoria do Mais Querido do Brasil (se é que podemos usar essa frase) depois de uma declaração desastrosa dessa.
quarta-feira, abril 27, 2022
Ser Brisa
segunda-feira, fevereiro 14, 2022
Rio, pontes e impressões - Descendo o Capibaribe
Imagens Fernando Azevedo e Aloísio Oliveira
A tarde do dia 13 de fevereiro de 2022 foi impressionante, surpreendente e muito especial.
Marcada pela proposta de descer o Rio Capibaribe, em Recife, utilizando caiaque.
Atividade essa, realizada através do Grupo Caiaque PE que a partir dessa prática, propicia a conexão com a natureza.
O trajeto em si, revelou sensações, emoções e impressões, que tocam profundamente a alma.
Além do impacto das imagens que se descortinavam durante o passeio.
Buscarei descrever aqui, nesse meu nano-fúndio tecnológico e babilônico, todas essas impressões.
Nosso ponto de saída foi no parque Jardim Baobá, que fica no bairro das Graças, na Zona Norte do Recife.
É um bairro nobre e que já foi morada de senhores de engenho. Atualmente é devidamente povoada por uma elite de poder aquisitivo médio para alto.
O parque é pequeno em extensão, mas muito arborizado. Fica em uma das margens do rio Capibaribe e tem esse nome em função da suntuosidade e tamanho dessa linda e antiga moradora do bairro.
O baobá ficou famoso pela popularidade da obra do escritor, aviador aristocrata francês Antoine de Saint-Exupéry, Le Petit Prince, estar do lado dela, é como se sentir dentro de um trecho do livro de Exupéry.
Imagem registrada com a gigante moradora, partimos para a nossa aventura. Receber as instruções, colocar as embarcações dentro do rio e partir rumo à Rua da Aurora.
O odor do Rio Capibaribe, nesse exato ponto é o de decomposição e a coloração da água é de um negro tão denso, que fica dificil imaginar se algum ser sobreviveria a esse habitat.
Pedaços de tocos, sacos plásticos, resto de isopor, amêndoas em decomposição e as Baronesas (plantas que aparecem na imagem) só refletem como a poluição é extrema nesse ponto.
Nas laterais, a vegetação de mangue, ameniza o barulho da cidade e propicia uma calmaria, para quem está dentro do rio, ou aproveitando o Parque Jardim Baobá.
Os prédios, que buscam tocar o céu azulado do Recife, dessa classe média alta, que contribui também para o aumento da poluição no rio. Reflexo de uma urbanização sem planejamento do tratamento de esgoto.
Capibaribe esse, que em tempos de outrora, foi rota de escoamento do ouro branco (açúcar), de escravos e de pequenas fragatas que protegiam de invasores, os engenhos de cana de açúcar. Um rio marcado por dor, sangue, escravidão e enriquecimento.
E a cidade, que não para de crescer, apresenta essa composição metálica, que se projeta sobre o Capibaribe.
Desbravar o rio é conviver com outras embarcações que alteram o espelho de agua. Nessas ondulações, do balanço do caiaque, surge o desafio de se equilibrar, assim como a corda bamba da vida.
Cruzando as pontes e vendo as margens do Capibaribe se distanciarem, com a sensação de que a maré estava se modificando.
A vida, essa senhora natureza, é uma insistente..... Insiste em sobreviver, mesmo em condições adversas, como as garças, capivaras e esses dois moradores dessa mangue-town de nome Recife.
A ponte José Barros Lima, que liga a Zona Sul ao Centro do Recife pela Avenida Agamenon era o limite das múltiplas cidades que o Recife possui.
o fundo a grandiosidade do complexo hospitalar privado do Recife seria o contra ponto do que nos aguardaria, alguns metros a frente.
A miséria, as casas sobre as palafitas. Algumas tombando abandonadas, outras com famílias morando, trazem o aspecto cru e visceral das desigualdades sociais.
Nesse ponto, senti diversos diversos odores... aquele predominante do rio, que nos acompanhava desde a partida, o cheiro de detergente com óleo, a fumaça de um espetinho de linguiça, se alternavam em cada metro avançado.
Recife: seus contrastes de palafitas e prédios suntuosos em seu Rio poluído e com vida. Éramos também observados por esses homens caranguejos, encrustados na beira do mangue.
Nesse momento tive a dimensão que o retirante de Morte e Vida Severina, da obra de João Cabral de Melo Neto teve. Via a vida brotando, em cada curva do rio. Muitas crianças acenavam, queriam interagir, falavam conosco e nós acenávamos para os pequenos moradores.
Já chegavamos ao centro do Recife. Pude registrar os traços da história. Detalhes de um Recife Antigo preservado, mas presente na ponte da Rua Velha.
Essas relíquias de outrora, que se perpetuam no tempo: A beleza do lampião e o gradil talhado.
Tínhamos chegado ao centro do Recife, com a Rua Dr. José Mariano ao fundo. Era a certeza que nos aproximávamos do fim de nossa jornada.
Nesse ponto ouvia uma pregação aos berros, de uma mulher, que aguardava o próximo milagre, cujo tom da voz, beirava o desespero.
As águas já não estavam mais negras, o marrom vinha com o doce aroma do mar e as ondulações refletiam a influencia da maré salgada.
Ao fundo a Rua do Sol (recebendo toda a intensidade da luz do sol vespertino), tendo a Ponte que corta a Avenida Guararapes e o prédio dos Correios à esquerda, bem como o monumental painel de flores de Francisco Brennand (construído em 1968) no canto da imagem à direita.
terça-feira, dezembro 07, 2021
Territórios Controlados
Barra de Jangada, esse bairro apêndice da orla de Jaboatão dos Guararapes de Pernambuco, soa como um universo paralelo do crescimento desordenadamente urbano.
Território livre para a apropriação dos controladores de corações e mentes dos mais humildes, das pessoas mais vulneráveis, dos que necessitam serem doutrinadas. A religião.
Caminhando por esse terreno ainda em formação, a necessidade de se imprimir colorido, me leva a uma galeria repleta de lojas com diversos serviços. Tive que, obrigatoriamente, me dirigir a Loja Gospel da Dani. Nome fantasia para serviços gráficos e venda de periféricos de informática.
Mas o nome faz jus ao estabelecimento, que oferece um som ambiente das rádios gospel, um misto de melodia com potentes vozes, em uma pregação sem fim.
Confesso que fiquei atordoado. Não conseguia salvar o numero de whatsapp e enviar o documento para ser impresso. Errei o numero, corrigia e não atualizava, enquanto minha mente era inundada pelo som magnético da cantora.
Se não houvesse a música, acho que conseguiria cumprir minha tarefa com maior eficiência. Mas fui completamente dominado pelo som, que me incomodava profundamente.
Quase depois de 20 minutos, consegui enviar o documento, pagar e sair daquele calvário. Eis que quando chego na rua, um alto falante do poste tocava uma música em altos decibéis, com um refrão repetitivo:
- Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia.....
Me senti perseguido. Definitivamente Barra de Jangada não me comporta e não me pertence. Tive que sair calado na paz do senhor....
Babilônia Irmãos. Talvez essa seja a sensação de morar em um estado que não seja laico. E que a massificação cultural, é parte de um processo de dominação.
É um todo, de uma relação de poder de sociedades totalitárias.
segunda-feira, julho 12, 2021
Saga de um designer atribulado

Busco percorrer o tempo que me resta por esse mundo, buscando dissimular essa distopia auto destrutiva de nossa humanidade, agravada por essa pandemia do início da segunda década do século XXI, com atividades que julgo produtivas.
Eis que esse designer de meia tigela, atribulado com o fascinante mundo do desenho gráfico, encontrou uma forma de saciar suas angústias, dominando programas que produzem cards para Instagram, Facebook e claro, para o blogspot.
Sou da geração percussora do blog, em que a linguagem aqui serve mais para divertir e cativar o blogueiro, e que foi devidamente registrada pelo livro BLOG: COMUNICAÇAO E ESCRITA INTIMA NA INTERNET da jornalista Denise Schittine.
Apesar de que sei, e sou réu confesso que essa geração citada no parágrafo anterior, sumiu, desapareceu, escafedeu-se.
Foi um processo migratório, um êxodo virtual, do Blog para o Fliker, do Fliker para o Orkut, do Orkut para o Facebook, do Facebook para o Instagram, do Instagram para o Tiktok e para o que mais vier.
É... sou daquela geração, aquela mesmo que é paleolítica dos Crunges, a do Atari, TK95 e dos computadores 386 e olhe lá.
Mas vamos deixar de conversa e vamos aos fatos.
Nutro com muito carinho os 5 blogs que atualizo constantemente. (Bem verdade que ando deixando essa Babilônia caducando nesse multiverso sideral dos blogs espalhados e perdidos pela Internet).
Acredito piamente que sou um herói da resistência da blogosfera. Pura arrogância dessa geração new wave punk rock.
Mas não é que, logo quando aprendo a fazer um cabeçalho de própria autoria, ajustando todos os detalhes que estejam de acordo com a atividade do meu grupo percussivo, para o meu querido www.batuquesdepernambuco.com, descubro que fui traído pelo blogger. ISSO É TRAIÇÃO BLOGGER!!!!
A imagem que estava "supimpa" (e olha que nem sou da geração dessa gíria), quando acessei o layout, atualizando o gadget do Cabeçalho, nas ferramentas de gerenciamento do blog. Eis que descubro que a imagem ficou borrada, granulada por ter sido transformada em baixa resolução.
Foi um mix de ira, frustração, revolta, indignação, persistência, reza, oração, súplica, desespero, fadiga, fome e dor de cabeça em menos de vinte minutos.
Resolvi fazer uma pesquisa e identifiquei que no ano de 2011, o blogger passou por problema semelhante. Achei alguns videos no YouTube ensinando a bulir nesse cabeçalho, todos de 2015 que na ultima atualização, impede esses procedimentos.
Restou a esse ser desesperado, apelar para a comunidade de (auto) ajuda do blogger para tentar buscar uma solução e acabei descobrindo que o problema é recente, com data retroativa a 5 de julho de 2021 muito bem colocada pelo Marcelo:
"-Por que a imagem do cabeçalho fica com baixa qualidade? Como resolver isso?"
Fui apoiar o Marcelo e registrar minha indignação também, tentando jogar uma luz para essa angustia e tentando chamar os desenvolvedores da plataforma para esse problemão.
Eis que vejo uma luz no fim do tunel, uma solução apontada pelo Robô Barulhento que descreveu a seguinte solução:
- "- Inseri uma imagem em um post não publicado. Peguei o endereço dela.
- - Removi o widget cabeçalho e inseri o widget html/javascript.
- - Peguei o endereço que copiei da minha imagem, inseri aqui e no width e height coloquei 100%."
domingo, maio 30, 2021
Pandêmico
Que se projeta ao climax do corpo
Em que a carne, enfim perfurada,
Se desdobra no ardor, inoculada
em duplos destinos antagônicos
Que a ciência enfim nos resolva
Que do triste sofrimento em agonia
Desse mundo real em pandemia
Redenção desses sonhos enjaulados
Mas que basta soprar poesia
Pra romper este pêndulo, arritmia
E no insano contexto pandemico
Daquele triste país paranoico.
De um certo governo polêmico
Com seu povo, fanático ou estoico
Desconhecido transtorno congênito
E a razão refinada em angústia
É comum pra quem ama e alcança
Pois o corpo que implode, labuta.
Mesmo que já perdido, avança
Desarquive a força, nossa luta.
Cultivando o frescor da esperança.
quinta-feira, março 18, 2021
quarta-feira, março 17, 2021
quinta-feira, junho 11, 2020
O Pulso
quarta-feira, junho 10, 2020
Quarentena
sexta-feira, dezembro 13, 2019
Carta aos Missionários - Uns e Outros
Vêm dos quatro cantos da terra
A morte, a discórdia
A ganância e a guerra
E a guerra
Crianças matando
Crianças inimigas
Generais de todas as nações
Fardas bonitas (condecorações)
Documentam na nossa história
O seu rastro sujo de sangue e glória
Proliferando ódio e destruição
Vêm dos quatro cantos da terra
A morte, a discórdia
A ganância e a guerra
E a guerra
Crianças matando
Crianças inimigas
Generais de todas as nações
Fardas bonitas, condecorações
Documentam na nossa história
O seu rastro sujo
De sangue e glória
Mas indo pra lugar algum
Assim caminha a raça humana
Se devorando um a um
Gritei para o horizonte
Ele não me respondeu
Então fechei os olhos, sua voz
Assim me bateu
quarta-feira, novembro 27, 2019
Calendário do Batuques de Pernambuco
sexta-feira, abril 26, 2019
Filme Moutela
O vídeo Moutela foi produzido em 2008 por Décio Conforto sobre a memória do Largo do Moutela que fica em Jacarepaguá no Rio de Janeiro.
O filme mostra a transformação dos estabelecimentos do bairro entre as décadas de 1970 até o ano de 2008. Nele estão seus frequentadores dos bares da região.
As figuras mais marcantes e as lembranças dos que estão vivos, mas sobretudo dos que já se foram, dentre os quais estão Mussum, Miró, Seu Antonio, Luiz, o Coruja, Paulo, Sidney, dentre outros que podem ser vistos no filme.
Na ótica do diretor, que registra as transformações que ocorreram na região desde a década de 70, fica a saudade e a lembrança da localidade.
O filme Moutela é uma homenagem a memória e a história do Largo do Moutela, que é passagem entre a Freguesia, Anil e a Gardênia Azul em Jacarepaguá.
Dentre todos os estabelecimentos, o mais antigo em funcionamento, ainda hoje, é o Bar Universo do Valtair.
Convidamos a todos, entrarem neste túnel do tempo e percorrer essa história. Eis o Moutela.
Um agradecimento especial ao Arquivo Central do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN que cedeu 2 fotos do Largo do Moutela na década de 80, com a visão da Igreja da Pena.
A trilha sonora é composta por diversos chorinhos.
segunda-feira, dezembro 31, 2018
2019
Que seja de equilíbrio, mesmo que esteja uma loucura
Que seja de resistencia, mesmo que esteja injusto.
Que seja sabedoria, mesmo que esteja desértico
Que seja de fortalecimento dos laços de amizade, mesmo que estejamos sozinhos.
Que seja de força.
Que consigamos renovar as esperanças.
Que consigamos preservar nossas instituições.
Que possamos proteger nossos amores
Que seja de luta.
Que cultivemos nossas esperanças, independente de nossas andanças.
Que seja plena a vida.

