sábado, setembro 26, 2026

Obsolecência Digital

Ando meio nostálgico, é bem verdade que o contexto passa pela reflexão da inovação tecnológica.

Mas senti necessidade de fazer reflexões sobre um instrumento altamente inovador e que foi disponibilizado em meados da década de 90.

Sim, estou falando do correio eletrônico, ou simplesmente o e-mail. 

Sua ampla disponibilização, ocorreu graças a revolução e democratização do "personal computer", ou simplesmente computador, com a plataforma DOS, que era base do sistema Windows da Microsoft.

Se antes utilizávamos os serviços de correspondência, através dos correios, no qual era necessário envelopes, papel, caneta, cola e uma caminhada até a agência mais próxima. 

Na agência, além de enfrentar uma fila razoável, para comprar selos e postar a carta, a grande 3mexpectativa era aguardar que chegasse até o destinatário querido(a).

Eis que naturalmente, o destinatário fazia o mesmo ritual, para responder. E nesse ritual, semanas eram aguardadas pacientemente

O  computador era instantâneo. Era necessário um software de correio eletrônico - usávamos o Pégasus Mail e depiis o Eudora. 

Bastava colocar o fio do telefone no PC, assinar um provedor de internet, que disponibilizava o sinal da placa de fax-modem, e aguardar aquele som mágico:

"Zooin prragt, point point, craáaummm" - os mais vintages, sabem o que esse som significava.

Em instantes, as mensagens previamente escritas eram enviadas e as novas mensagens chegavam no PC. 

Depois era desconectar e ler as notícias dos amigos que estavam em outros bairros, cidades, estados e até países distintos.

Mas hoje, faço um desafio: Quantas mensagens de amigos chegam em sua caixa de entrada de e-mail?

No meu caso, são propagandas, faturas, boletos de contas, notificações de notas fiscais, oportunidades de investimentos, avaliações de compras e outras mazelas comerciais.

Fomos adotando programas de comunicação instantânea, MirC, Salas de Chats, ICQ, MSN.

Mas as grandes inovações, foram o WhatsApp, Telegram e outros aplicativos disponíveis para os aparelhos móveis, com conexão ilimitada por provedores de wi-fi e operadoras de celulares.

Hoje me encontro saudoso do correio eletrônico que passa pela obsolecência funcional. 

E na inovação tecnológica? Não faço idéia do que está por vir:

Implantes em bebês pós natal? Lentes com realidade aumentada? Sistemas de IAs com nano-tecnologia que se conectarão em massa, de diversas antenas, diretamente ao córtex central? Uma Matrix implacável com os seres humanos?

Quem viver, verá, se seremos escravizados por essas tecnologias ou se consguiremos ter o livre-abitrio para transitar do virtual para o real.

Mas o que é mesmo a realidade? Quais os limites e suas fronteiras?

Fica o questionamento!!!

quinta-feira, julho 30, 2026

Soneto do Terceiro Milênio

Soneto do Terceiro Milênio
De Renato Motta 

Meus escritos andam meio ofuscados 
Talvez pelas incertezas do dia-a-dia 
Ou pelos celulares bem iluminados 
De notícias sem muita alegria 

Sapiens primitivos do terceiro milênio 
Com a fé doutrinada, beirando o medieval 
Em um habitat tóxico e sem oxigênio 
Definhando em toda conquista social 

Esse soneto, em essência, é amargura 
Amargura em contraponto da contradição 
Que reflete a necessidade de doçura 
 
De seres que aguardam a salvação 
Ao perceber o mundo, numa loucura 
Se traem, desejando tamanha destruição