Histórias do tempo do Império no Brasil - Cuidado com o tigre!
Pela minha amiga e historiadora - excelente texto de Manuela Arruda dos Santos que merece destaque aqui no blog da Babilônia!
As grandes cidades brasileiras não eram exatamente localidades agradáveis no século XIX. Sujo, nojento e enlameado, o cenário urbano se compunha de carniças, bichos mortos, alimentos podres e outras imundícies abandonadas perto das pontes e nas praias.O Recife, assim como o Rio de Janeiro e Salvador, sofria com sérios problemas provocados pelo inchaço populacional. Numa época em que o sistema de esgotos ainda não existia, o que fazer com os dejetos e águas sujas – ou “águas servidas” –, produzidos diariamente pela população? Nas cercanias da cidade e em locais onde existiam grandes terrenos, era fácil abrir buracos para servir de fossas, mas também se atirava de tudo diretamente nos rios e mangues. No apertado centro, porém, era mais complicado livrar-se dos dejetos.
Nesse tempo, imperava nas cidades um fedor que, hoje, dificilmente podemos conceber. Nas ruas e nos becos estreitos, os maus cheiros se confundiam. Nas praças, vísceras de animais e restos de vegetais estragados compunham um ambiente insalubre. Dentro das casas, cozinhas sem ventilação tornavam o ar viciado, com exalações pútridas de matérias orgânicas em decomposição. Nos quartos, poeira e mofo se misturavam ao cheiro dos penicos.
Todo dia de manhã, eles eram esvaziados em barris de madeira que ficavam embaixo das escadas ou em um canto mais recolhido da casa. Quando o tonel já estava quase transbordando, recorria-se ao “préstimo” do escravo! Era sobre as cabeças deles que o peso das barricas era conduzido para ser despejado na “beira” das marés. Em seguida, os carregadores retornavam com os recipientes vazios para receber nova carga.
Esses barris eram chamados de “tigres” e os seus condutores, de “tigreiros”. Talvez o nome fosse uma alusão à coragem dos carregadores ou, quem sabe, à imagem desagradável das barricas que, ao transbordar, espalhavam fezes nos corpos dos escravos e dos negros de ganho, numa combinação que lembrava a pelagem dos tigres. Existem versões que afirmam que o apelido foi dado porque, ao avistar os negros levando barris de dejetos, os transeuntes, com medo de ficarem sujos, afastavam-se rapidamente, como se fugissem de um animal selvagem.(...)"
Para ler na integra, o caro babilônico precisará passar numa banca de jornal e comprar a revista, ou visitar seu site para encomendar este exemplar de abril.
Parabéns Manu!!!



Ontem o prefeito do Rio de Janeiro - César Maia (DEM) hasteou esta bandeira oficialmente na cidade do Rio de Janeiro.




Desfile do Grupo Especial no domingo, cobertura de diversos jornalistas e presença de grandes personalidades.
A Unidos do Anil, escola em que me iniciei no mundo do samba ficou em último lugar no grupo C e caiu para o grupo D.
Já a minha estréia na GRES União Parque Curicica foi razoável. A escola foi a última que se manteve, pois quase caiu para o grupo C. 

A GRES Renascer de Jacarepaguá ficou em quarto lugar superando escolas como a União da Ilha, Caprichosos e Estácio de Sá.





























