
Soneto do Terceiro Milênio
De Renato Motta
Meus escritos andam meio ofuscados
Talvez pelas incertezas do dia-a-dia
Ou pelos celulares bem iluminados
De notícias sem muita alegria
Sapiens primitivos do terceiro milênio
Com a fé doutrinada, beirando o medieval
Em um habitat tóxico e sem oxigênio
Definhando em toda conquista social
Esse soneto, em essência, é amargura
Amargura em contraponto da contradição
Que reflete a necessidade de doçura
De seres que aguardam a salvação
Ao perceber o mundo, numa loucura
Se traem, desejando tamanha destruição
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