quinta-feira, julho 30, 2026

Soneto do Terceiro Milênio

Soneto do Terceiro Milênio
De Renato Motta 

Meus escritos andam meio ofuscados 
Talvez pelas incertezas do dia-a-dia 
Ou pelos celulares bem iluminados 
De notícias sem muita alegria 

Sapiens primitivos do terceiro milênio 
Com a fé doutrinada, beirando o medieval 
Em um habitat tóxico e sem oxigênio 
Definhando em toda conquista social 

Esse soneto, em essência, é amargura 
Amargura em contraponto da contradição 
Que reflete a necessidade de doçura 
 
De seres que aguardam a salvação 
Ao perceber o mundo, numa loucura 
Se traem, desejando tamanha destruição

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