quarta-feira, agosto 01, 2007

Pavor no 241 Praça Mauá - Taquara


Aquela volta pra casa não seria a mesma, saindo do Centro do Rio em direção a Jacarepaguá parecia que tudo seria tranquilo em mais uma noite gelada deste inverno no Rio de Janeiro.

Acabei dormindo no percurso que deveria ser cumprido em uma hora, acordo repentinamente com os gritos dos passageniros.

Lentamente vou me situando, estamos parado na subida da Serra Grajaú-Jacarepaguá, carros vindo na contramão, fazendo o retorno de volta pro Grajaú, pessoas correndo descendo a serra a pé.

Tento visualizar o que está acontecendo, mas do ponto em que o 241 parou, não via nada. As pessoas nervosas pedindo pro motorista voltar e ele avançando buscando um retorno ideal.

Quando o onibus atravessa a pista buscando o retorno em direção ao Grajau, ouço um esatmpido, um morador atinge com uma pedra o vidro do onibus lateral que se estraçalha em pedaços.

Todos estão bem e ninguem está ferido com a pedra. Passageiros nervosos começam a protestar com o motorista, que para e embarca uma passageira que descia a pé. Ela explica que os moradores do morro estão colocando fogo em ônibus e um 268 estaria incendiado.



Até então não conseguia ver esta imagem que o jornal on line O DIA publicou em seu site, porque estavamos antes de uma curva a cerca de 400 metros deste ponto da foto.

Com meu celular consegui fazer duas imagens.

Estamos neste momento já descendo a serra e os carros em foco estão descendo na contramão.


Esta segunda imagem que fiz foi a quantidade enorme de carros parados no posto de gasolina que fica na subida da Serra. Quando desciamos , vi policiais bolqueando a subida da serra.

Os motoristas optaram por segir pela Linha Amarela pegando a Rua Barão de Bom Retiro o que cusou um engarrafamento enorme a partir do Méier até a subida da Linha Amarela.

Nosso motorista erra o caminho e continuamos por Piedade. Em Agua Santa o motorista pede informações e depois de andar pelas ruas daquele bairro conseguimos entrar na Linha Amarela.

Do nosso lado parou um Frescão com pelo menos três janelas destruidas pelas pedras jogadas pelos moradores da serra.

A revolta dos moradores deve ter sido muito grande, ou seriam traficantes que fizeram isso. O fato é que o pavor que os moradores causaram nos passageiros dos ônibus que iam para Jacarepaguá era parecido.

Um certo medo misturado a uma revolta que sempre resulta numa quimica extremamente perigosa. O endurecimento frente a injustiças, ou seja uma certa vontade que os responsaveis por esse terror paguem por terem causado medo, pavor e revolta nos homens de bem.

E o PAN Americano fica como um suspiro de paz dentre o ventaval de violência que vivemos.
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