segunda-feira, dezembro 27, 2010

Sincopes do Tempo

Por Renato Motta - Recife-PE
 
Há um certo espanto em meu instinto
Uma certa instancia de insistência
De que seria possível no meu intimo
Recorrer decerto ao meu incompleto

Há volumes demais em meus desejos
Meus momentos de sincopes neste tempo
Que poderia resgatar, em cada instante
Um prelúdio frustrado de meus anseios

Há um marco de história no que passou
Que da ampulheta da vida que escoou
De que cada desejo que tive e que sou
Congelado no papel que de amarelo ficou.

Resta saber se no fundo perceberei
Que os momentos instantes que degustei
Passam a ser ecos de fantasias que criei
Um carnaval de desencantos, que se desfez

Postar um comentário