terça-feira, maio 20, 2003

Inesperado Café Literário


Oh!!! Abelha rainha, faz de mim, seu instrumento
Caetano Veloso

Minha primeira Bienal do Livro (15 a 25 de maio de 2003 no Rio Centro) foi mais que uma visita aos cerca de 500 estandes de diferentes editoras, mas foi uma oportunidade em me apresentar junto ao meu grupo de contadores de história, o CONTO CONTIGO no espaço da Editora Acess.

Após nosso compromisso me vi diante de uma verdadeira festa do livro e pude percorrer os dois quilometros, e receber milhões de folhetos e propostas de lançamentos. Recusar, ou folhear com interesse, faz parte do espírito do evento. Lá pelas 19 horas, fui avisado por meus pais que haveria uma palestra interessante sobre poesia, e que era necessário tirar a senha. A fila era grande. Depois de aguardar cerca de uma hora, entrei naquele requintado espaço, com cores fortes mas em harmonia (o verde suave nas paredes que contrastava com a pintura laranja das colunas de sustentação).

Me impressionou a quantidade de pessoas que brigavam para entrar naquela sessão... também pudera, mais tarde pude compreender. A presença de tantos jornalistas denunciaram o que realmente iria acontecer.

O painel "A Palavra Poética" em homenagem ao grande poeta Waly Salomão que faria parte desta mesa, contava com Antônio Cícero, Armando Freitas Filho e Claudia Roquette-Pinto, e a especial participação do nada mais, nada menos que Caetano Veloso falando sobre Waly e lendo trechos de seus poemas.

E lá estava eu tendo, refletido em minha rerina, um dos maiores nomes da música nacional, Caetano Veloso, contando histórias e impressões sobre o relacionamento com o poeta hoje falecido. Leu um trecho de seu livro, cantou um pedaço da música Abelha Rainha, falou e principalmente, emocionou a todos.

Um mito, Caetano consegue personificar um mito que converge e desperta um frisson em quase todos. Me impressionou o numero de curiosos que ficavam do lado de fora olhando pra dentro do Café pelas grandes janelas de vidro que delimitava os privilegiados e os curiosos em ver o cantor. Mas o que me chamou a atenção foi a quantidade enorme de crianças que esticavam seus olhinhos para vê-lo. Será que Caetano tem a noção de quantas crianças o admira? Torço para que sim.

Mas devo confessar.
O que me tocou muito, foi quando Caetano falou do texto emocionante que leu na internet de Júnior do AfroReggae no site Viva Favela com o título PAPO DE TRAVESSEIRO


Até porque sou amigo do Júnior e de todos da banda, e como ele, também sou discípulo de Waly Salomão e que foi um dos padrinhos do AfroReggae.

Tem coisas que só acontecem comigo... Mas tem coisas que só acontecem mesmo é aqui.
Na cidade maravilhosa, do Rio de Janeiro.
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