quarta-feira, outubro 13, 2004

Dinâmica da Lingüística

Sim, cheguei a uma conclusão sobre a Dinâmica da Lingüística.

Os pensamentos são como relógios fluidos de Salvador Dali, escorrendo ou transbordando pelo cume instável do celebro, saturado de informações e reflexões.

Particularmente inexistente, até engessarmos em algum meio ou mídia, seja num tosco papel de pão até a requintada interface gélida deste Bolgger.com

"Voilat", as palavras surgem dando significado a dinâmica lingüística - está aqui, neste momento, onde o caríssimo blogueiro iniciou a alguns instantes e que pacientemente me atura até o ponto final deste parágrafo.

Cabe a mim, finalizar este rodeio introdutório e partir para os "finalmentes" (como diria o personagem de Odorico Paraguassu no "O Bem Amado" de Dias Gomes).


Ando impressionado com a iniciativa da TV Cultura - de incentivar a literatura de forma inteligente no programa Contos da Meia Noite

A fórmula é simples:
Um ator interpreta um fragmento de uma obra. Nada de gestos largos ou jogo cênico, apenas closes que vão se sobrepondo ou confundindo, dando velocidade ao texto em questão.

A edição valoriza a obra. A impressão é de um mar de palavras inundando nossos pensamentos, dando a exata noção do dinamismo literário de forma ampla e confesso, despertando meu profundo interesse sobre a obra em questão e pelo texto original.

A qualidade também reside na escolha dos atores que interpretam estas obras, no primeiro que vi foi Matheus Nachtergaele brincando com o timbre de voz, e ontem tive a oportunidade de ver a interpretação de Walmor Chagas para o conto "O Indigente" de Adalgisa Nery do livro: "Contos da angústia'', revela sua sede de justiça social.

Sobre a série
Contos da Meia-Noite faz uma leitura de obras de autores consagrados da literatura nacional. Com exibição de segunda a sexta, a série inédita é uma parceria entre a TV Cultura e a Imprensa Oficial. No total, mais de 100 contos integrarão a série com programas de até 10 minutos.

Parabéns para a TV Cultura - que pela qualidade dos textos e pela excelente realização na valorização da literatura brasileira com as cores de Língua Portuguesa.

segunda-feira, outubro 11, 2004

Babado do Fim de Semana


Eu sou o samba, sou Renascer de Jacarepaguá (...)

O fim de semana foi assim mesmo, e o destaque foi no sábado lá no Saara, onde a bateria do G.R.E.S. Renascer de Jacarepaguá se apresentou na festa do Babado da Folia (loja de artigos para o carnaval).

Além de nossa agremiação, a Santa Cruz também particpou da festa. Para que o caro bloggueiro possa conferir, publico as fotos de Roberto, responsável pelo registro fotográfico digital:


No ônibus, indo para o Centro da Cidade do Rio de Janeiro - Muita farra e samba


A princesa (com a fantasia) e a Rainha da bateria, Vivian; posam para uma foto conosco


As cores da ala das baianas em destaque


As belas e formosas passistas se preparam pra entrar em cena


O mestre sala no tom da alegria


Uma panorâmica da bateria da Renascer de Jacarepaguá; Me achou?


A evolução da porta bandeira.


Close da Bateria da Renascer. Agora está mais fácil de me ver.


No fim da festa, foi curtir a bateria da Santa Cruz com cerveja, junto com a galera do tamborim.

A Palavra da Horda

Deve ter sido usura de minha memória, não vejo outra explicação para tão grave lapso e saiba o bloggueiro que tenho me esforçado a dois meses e nada de me lembrar do nome daquele filme.

Já procurei pela Internet e nada de achar o nome. Pensei até em consultar os maiores especialistas de filmes de ficção da SOCABA, Mauro Katinguelê ou Pedro de Greenville, mas não tive oportunidade de falar com os confrades.

O enredo deste thriller norte-americano é simples, acompanhe-me:
O mundo sofre um ataque biológico e todas as pessoas acabaram se tornando zumbis esfomeados que atacam de noite, porque à luz do dia, esta horda fica escondida. A luminosidade incomoda esses humanos doentes. O personagem principal mora numa super mansão com suprimentos e armas para se proteger.

Esses monstros humanos têm um líder que a todo o momento está bolando planos para atacar a casa. Cabe ao personagem fugir. No fim do filme aparece o ator, dirigindo seu Mustang vermelho pelas desertas ruas de Manhattan ao entardecer e o som das criaturas.

Tudo bem normal para um filme de ficção da década de setenta, mas por coincidência, hoje percebo que vivemos essa realidade.

Sendo bastante explícito: andando pelo bairro da Freguesia, tenho percebido um aumento de casas com “grades eletrificadas”, com “dispositivos de luz” que ascende automaticamente assim que passamos perto das portas gradeadas. Assim que fui “iluminado”, me lembrei imediatamente deste filme.

Fiquei refletindo se as hordas bestializadas do filme são os excluídos socialmente, e o solitário personagem nada mais é do que uma alegoria do homem contemporâneo que vive em seu mundo consumidor - a individualidade elevada ao absurdo – consumindo os bens de serviço – No filme os funcionários são invisíveis e a única ameaça é a horda; os excluídos.

No filme, a horda vai sofrendo baixas consideráveis, seja levando tiros, pisando em minas terrestres até perceber que a luz pode ser suportada e a casa conquistada, cabendo ao personagem fugir pra cidade deserta – que na verdade está infestada de hordas também.

Será que essas câmeras e esse sistema de luzes que ascendem e apagam nos condomínios também não serão ultrapassados? E quando os bestializados reais começarem a se organizar pra atacar em massa a idéia de mansão? E afinal de contas, em qual grupo estaremos? De uma coisa é certa, esse é um filme, que na minha opinião, conseguiu registrar um tempo futuro (o nosso) e o agravamento social do século XXI.

quinta-feira, outubro 07, 2004

Cordel do Fogo Encantado



Esse é um trecho do primero disco do grupo Cordel, declamado por Lirinha que vale a pena ser lido:

"A gente vem lá do sertão de Pernambuco, de uma cidade
chamada Arcoverde.

O poeta *Zé da Luz, do início do século escreveu uma poesia, porque falaram pra ele que pra falar de amor é necessário um português correto e tal.

Aí Zé da Luz escreveu uma poesia chamada "Ai se sesse" que diz assim..."


Se um dia nós se gostasse;
Se um dia nós se queresse;
Se nós dos se impariásse,
Se juntinho nós dois vivesse!
Se juntinho nós dois morasse
Se juntinho nós dois drumisse;
Se juntinho nós dois morresse!
Se pro céu nós assubisse?
Mas porém, se acontecesse
qui São Pêdo não abrisse
as portas do céu e fosse,
te dizê quarqué toulíce?
E se eu me arriminasse
e tu cum insistisse,
prá qui eu me arrezorvesse
e a minha faca puxasse,
e o buxo do céu furasse?...
Tarvez qui nós dois ficasse
tarvez qui nós dois caísse
e o céu furado arriasse
e as virge tôdas fugisse!!!


O Poeta Zé da Luz - Severino de Andrade Silva, nasceu em Itabaiana-PB, em 29/03/1904 e faleceu no Rio de Janeiro-RJ, em 12/02/1965

quarta-feira, outubro 06, 2004

Fala Sério!!!!


Oficialmente os orgãos da imprensa Norte-Americana confirmaram que nuca houve armas de destruição em massa no Iraque.

Mas, fala sério!!! O carissimo blogueiro acreditou quando o presidente dos EUA disse que o Iraque tinha armas de destruição em massa???? E atacou impiedosamente!!!!

E nada abala a candidatura desse insano à Casa Branca!!!
Alias bem conveniente Poweel dar uma passadinha pelo Brasil né????

Quando, que a ONU vai realmente julgar os crimes de guerra Norte Americano, contra os diversos povos do planeta???

E de longe ouvimos do presidente um "apolgise"!

terça-feira, outubro 05, 2004

Breve Curriculo


Pelo Poeta Aldo Medeiros

Desbanquei os poderosos na CPI
pus o dedo na cara do FBI
comandei passeatas do Oiapoque ao Chuí
dei a volta nos otários do FBI
toquei na banda da Rita Lee
dei toques de ioga ao Mahatma Gandhi
Rolou um clima com a Naomi
dei entrevistas pra acabar com o tititi
zoei com Zacarias, Mussum, Dedé e Didi
amarrei as luvas de Muhamad Ali
ensinei novos golpes a Bruce Lee
cruzei o deserto num rallie
atravessei o Atlântico num jet-ski
surfei maremotos no Havaí
veio Moby Dick, eu fiz um sushi
fui cosinheiro na casa da Fat Family
ensinei harmonia a Debussy
Filosofia a Guattari
Perspectiva a Salvador Dali
já fui vanguarda, retrô, pós-tudo, dejá-vu
and the Oscar goes... to me

segunda-feira, outubro 04, 2004

A Babilônia em Chamas


Zapeando pelos meus blogs favoritos (hoje tem muita coisa impressionante on line), principalmente na dica de Cora Ronaí para um site sobre uma farsa do caso do avião no Pentágono - parece coisa de cinema e inicia com um discurso de Hitler VEJA AQUI.

Mas nada me chamou tanta atenção quando o texto da gaúcha Pamela Marley e sua Babilônia em Chamas sobre o tal: Ressonância Schumann. É... pode ser, vejam:

"Tanta violência, tanta miséria, injustiça, mortes, tanto estresse, tudo isso não podia ser normal. Estamos no inverno e aqui na minha cidade o calor chega quase aos 40ºC. Toda a semana uma notícia nova de algum conhecido assaltado, morto, doente. Cada vez mais pessoas com câncer. Cada vez mais gente passando fome. Cada vez os dias passam mais rápido, não temos tempo pra nada: Páscoa, Carnaval e quando vemos, já é Natal novamente. Todos comentam sobre a rapidez com que passam os dias.

É, não é apenas impressão nossa. Isso tudo tem fundamento científico, por incrível que pareça. Apresento-lhes a Ressonância Schumann. O físico alemão W. O. Schumann constatou em 1952 que a Terra é cercada por um campo eletromagnético poderoso que se forma entre o solo e a parte inferior da ionosfera, cerca de 100km acima de nós. Esse campo possui uma ressonância (daí chamar-se ressonância Schumann), mais ou menos constante, da ordem de 7,83 pulsações por segundo. Funciona como uma espécie de marca-passo, responsável pelo equilíbrio da biosfera, condição comum de todas as formas de vida. Verificou-se também que todos os vertebrados e o nosso cérebro são dotados da mesma freqüência de 7,83 hertz.

Por milhares de anos as batidas do coração da Terra tinham essa freqüência de pulsações e a vida se desenrolava em relativo equilíbrio ecológico. Ocorre que a partir dos anos 80, e de forma mais acentuada a partir dos anos 90, a freqüência passou de 7,83 para 11 e para 13 hertz por segundo. O coração da Terra disparou. Coincidentemente, desequilíbrios ecológicos se fizeram sentir: perturbações climáticas, maior atividade dos vulcões, crescimento de tensões e conflitos no mundo e aumento geral de comportamentos desviantes nas pessoas, entre outros. Devido à aceleração geral, a jornada de 24 horas, na verdade, é somente de 16 horas. Portanto, a percepção de que tudo está passando rápido demais não é ilusória, mas teria base real nesse transtorno da ressonância.

Com certeza a Mãe Terra está buscando formas de retornar a seu equilíbrio natural. E vai conseguir. Não sabemos o preço a ser pago pela biosfera e pelos seres humanos e, enquanto isso, vamos sobrevivendo em meio a esse caos devastador.


A Pammy tá contando com o caos mundial, bem ao estilo: Acredite, se quiser... E eu, caro bloggueiro, penso que nunca tinha lido nada a respeito deste tal fenômeno, fico no observatório dos acontecimentos.

domingo, outubro 03, 2004

O Relógio



Minha adolescência, confesso nunca ter sido inspirado por atos violentos, ou seja, nada de revidar, até porque não sou fã destas práticas – vulgarmente conhecida por (com o perdão da palavra): cair na porrada.

Assim que completei 13 anos cheios de inexperiências, ganhei de meu velho pai um relógio digital cheio de recursos, dentre eles: cronômetro, tempo regressivo, “luzinha”, despertador e hora, dia e mês. Feliz da vida, ostentava meu poderoso digital pelas ruas de Jacarepaguá e que me servia como guia, seja onde for.

Mas não é que numa tarde comum, andando em minha pequena bicicleta pelo bairro, passaram dois moleques numa velocidade absurda, num “zaz” de causar inveja ao Flash, capturaram meu relógio que foi violentamente arrancado de meu pulso. Meio atônito ainda tive forças para gritar:
- Ei!! Isso é meu!!!

Evidente que os jovens nem me ouviram e comecei a chorar compulsivamente, indo na mesma direção dos mais terríveis bandidos da minha história de vida. A cena que se configurava era meio patética, eu na rua chorando como um bebê mal alimentado, empurrando uma bicicleta, e as pessoas me olhavam com certo espanto.

O caso mais interessante foi de uma mulher que extremamente preocupada perguntou-me se eu havia sido atropelado ou caído da bicicleta. Entre soluços e choro consegui dizer:
- Roubaram meu relógio!!!
- Só isso!!!! Pensei que fosse algo grave. Tenha paciência!!
– Quase que me condenando por ter sido furtado.

Mas parece que meu escândalo surtiu efeito, um senhor tinha visto a cena, tentou interceptar os garotos que pra se livrar do flagrante, jogaram meu relógio fora. Que me foi devolvido no mesmo instante. Apesar da correia destruída, o visor falhando e o tempo regressivo em mal funcionamento, estava com o meu singelo relógio de volta.

Depois deste episódio me lembro de ter passado por mais duas experiências de furto, mas sem a mesma reação, evidente. Confesso que o trauma de um furto, ou roubo é sempre negativo, porque carrega a marca de uma violação. De um ato violento, capaz de causar a cólera dos Deuses Gregos.

O Rio de Janeiro tem sido estigmatizado por essa violência por quase uma década. A dimensão é internacional e somos nós que perdemos com esses atos. Fruto de uma série de descaso político, de um processo histórico que se inicia quando a família real se instala em nossa cidade elevando o Brasil à Reino Unido de Portugal e Algarves, atraindo povos de todos os lugares.

Sei que a violência carioca é tão grande quanto em Vitória, Porto Alegre, São Paulo, Recife, Belo Horizonte, etc... Nosso grande diferencial é que a cidade, já com suas relações sociais esgarçadas até o limite da tolerância e das fronteiras entre todas as esferas de poder, estão se sobrepondo, atravessando, numa luta invisível diária e que em certos momentos são percebidas.
Conviver com esse clima de medo e pavor é o pior de tudo – vi a síntese desta sensação no último filme de Michel More - Mas tenha certeza meu caro bloggueiro. O Rio de Janeiro continua lindo e é uma ótima opção pra quem não conhece; e pra quem já conhece fica muito difícil não retornar a Cidade Maravilhosa – Babilônia do Sudeste.

É amanhã...



Comigo foi assim, em 1984 tava lá na Presidente Vargas no meio de uma multidão que em coro exigia "Diretas Já". Era muita gente e me chava a atenção os bonecos gigantes representando o "FMI Ladrão" e as bandeiras vermelhas: PT, PCB, PDT, dentre outras. Foi quando fui agente da História do Brasil.

Depois de quase 20 anos de ditadura militar, em 1989 - eleições (junto com o meu pai, meu primeiro voto voto pra Presidente). Uma esperança grande no ar de renovação e transformação da sociedade tendo o Lula como meu candidato. Fomos pras ruas, abanei bandeira, gritei, mas perdemos pro tal PRN de um tal Collor. Mas a esperança continuava nas eleições seguintes: (seja qual fosse) disposição, luta, ir pra rua e fazer boca de urna, convencer que do papel importante de se eleger a esquerda.

Eles - a direita, tinham que alugar militantes e nõs iamos pra rua com a convicção e a ideologia pra convencer os eleitores indecisos com nossos argumentos infalíveis. Hoje meu titulo se encontra em Olinda.

Breve pausa: (que engraçado, até aqui, o texto fez-me sentir como Arnaldo Jabour em suas divagações, geralmente reacionárias, sobre o fim da esquerda. Tô fora!!!)

Confesso que pensei muito em viajar pra Pernambuco só pra votar, mas a grana não me permite tal estravagância.

Aqui no Rio a conjuntura é feia:
A esquerda dividida entre Bittar (PT) e Jandira (PC do B) alcançando no máximo 5%. Cesar Maia (PFL) na frente e em segundo o evangélico pastor Crivela (PL) e o meu desânimo com essa conjuntura.

Cabe então fazer uma pequena boca de urna lá pra minha Zona Eleitoral. Pra Prefeito de Olinda elegeria Luciana (PC do B) e pra vereador Marcelo Santa Cruz (PT). Mas se o pernambcano estiver em Recife é João Paulo na cabeça e em Jaboatão dos Guararapes Paulo Rubens Santiago.

PS: Ultimas notícias de Pernambuco me confirmam:
  • Olinda/PE - O verdeador Marcelo Santa Cruz foi eleito e a prefeita Luciana reeleita no primeiro turno. Valeu Olinda!!!
  • Recife/PE - João Paulo eleito também no primerio turno.
  • sábado, outubro 02, 2004

    O Orkut foi pro espaço?


    Quando me deparei com uma mensagem publicada no Enfim!! de Carol Bessa, achei que fosse somente um problema dela. Vejam:


    "Há dias tento entrar no Orkut. Alguém tem conseguido?"

    Pois não é que a partir do dia que li essa matéria, não tenho conseguido entrar no Orkut, que parece demosntrar falhas em seu sistema. Não sei se Elis Monteiro, Joana Ribeiro ou Cora Ronai já constataram se isso é um problema do sistema de nosso amigo arábico - Orkut, ou se realmente a pane é de meu PC.

    sexta-feira, outubro 01, 2004

    Delicie-se com Mafalda


    Delicie-se com Mafalda, do Quino. Ela comemora 40 anos. Vai lá:


    http://www.clubcultura.com/clubhumor/mafalda/index/nacimiento.htm



    http://oglobo.globo.com/online/cultura/146080133.asp

    quinta-feira, setembro 30, 2004

    A Bolsa ou a Vida

    Dois fatos 'policiais' foram notícia nesta semana nos principais órgãos de comunicação do Rio. O 'arrastão' no Leblon e a execução pela PM de dois rapazes no Morro da Providência. A repercussão e o espaço que cada um mereceu mostram que, para a nossa impren$a, a bolsa de turistas na zona sul é mais importante do que a vida de jovens negros na zona norte.

    Um escândalo. Quem lê jornais ou vê tevê percebe que a cidade está horrorizada com com a barbaridade. O clima descrito é mais ou menos o seguinte. Um grupo de vândalos pivetes, todo negrinhos, atacam turistas indefesos na praia. Onde vamos parar? Cadê a polícia que não protege os cidadãos destes monstrinhos?

    Não é a primeira vez que a TV Globo capricha na cobertura de imagens de arrastões na praia em véspera de eleições. Quando César Maia foi eleito prefeito pela primeira vez, causaram providencial frisson na semana do pleito as cenas da turba negra nas areias da zona sul. César, que pode ser tudo mas não é ingrato, logo mandou arrebentar as calçadas de toda a cidade, dando oportunidade para que a os cabos da Net (das organizações Globo) chegassem aos lares cariocas. Tratou também de regularizar a situação jurídica do terreno do Projac, do qual a Globo nunca conseguiu comprovar a propriedade, mas que desde a gestão do Saturnino Braga (1985-1988) tentava obter o 'habite-se' da Prefeitura. O casamento Globo/Maia tem rendido bons frutos para ambas as partes.

    O patético governo estadual utiliza este dado da realidade para tentar dizer que o arrastão foi uma ficção, uma armação eleitoral. Esquecem-se de dizer que a manipulação está em fazer tal estardalhaço na semana da eleição, pois, se quisesse, a Globo poderia filmar estas imagens em qualquer outra das 51 semanas do ano; poderia escolher o dia, se segunda ou terça ou domingo. Estes assaltos sempre ocorrem.

    No outro lado da cidade, uma cena que também não é inédita, vai parar nos jornais. Polícias fazem uma operação em um morro e, horas depois, saem carregando os corpos de dois "traficantes". Só que desta vez, o reporter fotográfico de O Dia, Carlos Moraes, a bordo do helicóptero da polícia, registrou a ação da PM. Os policiais encurralaram, prenderam e executaram dois jovens (16 e 24 anos). Com exceção de O Dia, que deu destaque ao brilhante trabalho do seu fótografo, toda a mídia tratou como uma caso a mais de abuso policial. A cidade não se escandalizou, não se horrorizou, o Viva Rio não vai fazer passeata contra o assassinato dos negrinhos.

    Salta aos olhos a diferença entre os casos. Num os negros são algozes da sociedade e noutro, suas vítimas. Mesmo quando são as vítimas, foram anteriormente condenados como bandidos cuja pena de morte é executada antes de que possam vir a "fazer mal" à sociedade. O Brasil tem uma pirâmide etária pior do que países que estão oficialmente em guerra. Existe um buraco estatístico em jovens homens, de 18 a 30 anos. Colocando uma lupa nestes números vê-se que o que falta são os negros e pobres assassinados nos grandes centros urbanos.

    O escândalo, o horror contra o arrastão é a base da ideologia da política de segurança pública que gerou estes números. "Contenha estes bandidos nestes nos seus guetos, extermine-os, mas não permita que eles venham perturbar os cidadãos. Matem esses garotos do morro da Providência, pois temos que defender as bolsas da classe média e dos turistas da zona sul."

    Fazer o que?????


    Leblon


    O que vimos na televisão foi impressionante, o grupo de jovens que atacava turistas na praia do Leblon é uma triste realidade que contrasta com as fotos que coloquei aí em baixo e deixa triste quem realmente ama o Rio. Um reflexo disso foi a reportagem de ontem do RJ TV, onde uma senhora praticamente chorou quando falou do caso.

    Não obstante, encontrei na Coletânea Terça ConVerso no Café – 1095 dias de poemas o seguinte poema que talvez não reflita o caso, mas que me chamou muita atenção:

    Esmola
    Por Múcio Medeiros

    Uma esmola, moço, por favor!
    Um pedaço de comida!
    Pode ser apodrecida,
    Pois estou com pé na cova!
    Um ovo choco
    Ovas de peixe
    Caviar
    Oca pra eu morar!

    Dá esmola?
    Ta com medo de ser atacado?
    Põe no saco
    Ou na sacola de supermecado!

    Serve tudo: dólar ou real
    Resto de bacalhau
    Uma coberta para o frio noturno
    Debaixo do viaduto

    Uma vagabunda
    Pra eu que estou fudido no mundo
    Pra eu fuder,
    Aceito tudo agradecido
    Quem sabe, na próxima,
    Encarne um milhonário supernutrido,
    Com dentes perfeitos
    Estudo dirigido
    Uma mesa de Carvalho
    Um armário, tapete, bebida
    E sobre a mesa, sobretudo,
    Comida

    terça-feira, setembro 28, 2004

    Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro


    A exuberancia do MAM é impressionante, e ter convivido com esta paisagem durante o Salão do Livro foi um privilégio, digno de ser registrado com o meu olhar sobre essas paisagens que misturam natureza com a engenhosidade do homem, e no caso do MAM, com a arquitetura de Oscar Niemayer.


    O Pão de Açucar e um pedaço do MAM


    MAM em primeiro plano e ao fundo o Cristo Redentor


    Palmeiras do Jardim de Burle Marx e ao fundo os prédios do Centro do Rio


    A grandiosidade do Museu de Arte Moderna


    As colunas de sustentação do MAM e suas formas geométricas, que fazem o prédio flutuar no ar.


    Fico impressionado com tanta beleza das formas Rio - Que cidade!!! Ao fundo o Aeroporto Santos Dumont

    segunda-feira, setembro 27, 2004

    Deficientes

    Imaginem a seguinte cena:

    Uma pessoal "normal", com todos os braços e pernas, os cinco sentidos funcionando adequadamente, com o cérebro inteiro em perfeito estado segundo os padrões da Neurociência.

    Este ser "normal" é daqueles que passam o dia inteiro sentado num sofá, controle remoto na mão, reduzindo seu contato com o mundo à uma tela de tevê, enquanto ingere mais alguns comes e bebes.

    Nesta tela de tevê, o ser "normal" assiste toda a sorte de seres "anormais" - amputados, paraplégicos, tetraplégicos, cegos, paralíticos cerebrais e outos que tais - superando suas limitações, batendo recordes, ganhando ou perdendo medalhas.

    Pergunta-se: quem é o deficiente?

    p.s.: postado também no Mesa de Boteco.

    sábado, setembro 25, 2004

    Imagens do 6º Salão do Livro


    O Salão do Livro para Crianças e Jovens possibilita encontro com grandes amigos e principalmente grandes imagens. Deixo o caro bloggueiro com alguns de meus cliks:


    Crianças sentadas esperando para entrar no Espaço FNLIJ de Leitura.


    Imagem do seminário FNLIJ - Temática dos Povos Indígenas


    Foto com Daniel Munduruku, Renato Motta e Reynaldo Valinho Alvarez


    Aproveito para levar meus alunos ao Salão:
    Roger, Luis Carlos e no cantinho Altair lendo na biblioteca FNLIJ.


    Daniel Munduruku (autor indigena) e Rosinha Campos (ilustradora pernambucana) - Lançamento do Livro: Histórias que meu povo conta


    Eu e meus alunos ouvindo atentamente Rosinha e Daniel.


    Uma foto pra posteridade, meus alunos, Daniel, Rosinha e Renato Motta.


    Segunda foto pra posteridade, com meus grandes amigos: Daniel Munduruku, Renato Motta e Rosinha Campos.

    sexta-feira, setembro 24, 2004

    Casa 15 – Pernambuco no Rio


    Pense num evento paralelo ocorrendo em Santa Teresa. Agora pense que o inicio será nesta sexta-feira, as 19 horas com Maracatu, Côco e Embolada legitimamente pernambucana e mais tarde musica indiana.

    Agora reflita se no dia seguinte começar um chorinho, com baú das historias e a musica indiana.

    E pra finalizar pense que a música será tocada com viola de arame por pessoas qualificadas. Tudo isso pra mostra de trabalhos artísticos de extremo bom gosto.

    Agora, o caro blogueiro pare de pensar e conheça a Casa 15 da Rua Andes Belo nos dias 24, 25 e 26 de setembro. A dica é quente e imperdível.
    Vejam a programação e o mapa das ladeiras agitadas de Santa;

    quarta-feira, setembro 22, 2004

    Meios e mios


    Não me servem mais os atuais meios de transporte. Cruzo a Av Rio Branco 30 minutos atrasado e uma vontade louca de poder transcender o espaço.

    Na verdade, só me serve uma Maquina do Tempo.

    Pro atraso queria fazer como o gato gordo, laranja e preguiçoso.
    Meios e mios.

    Mas não, entro na paranoia do engarrafamento, aproveito pra traçar essas tortas linhas e finalizar com um poema inédito. Nada mal né??

    terça-feira, setembro 21, 2004

    A arte de andar de moto pelo Rio

    Desde que João do Rio escreveu A Alma Encantadora das Ruas (1907), talvez desde antes, flanar pela cidade rende textos e visões maravilhosas da cidade. Sobre duas rodas, sob um capacete que dava outra luz ao sol, pude aproveitar o vento, a temperatura, o verde da serra Grajaú-Jacarepaguá. E lá de cima, a vista da Zona Norte, que, dependendo das condições de temperatura e da qualidade do ar, se estende até Teresópolis, como sinaliza o Dedo de Deus.

    Fluí entre carros e buracos pela Teodoro da Silva até perto da Mangueira. Meninos lavavam pára-brisas e motoristas aflitos faziam não com as duas palmas das mãos abertas. Só dez centavos, pediam eufemisticamente. Parado, com ou sem eles ali, eu procurava antever qualquer abordagem nada poética de todos os lados. Meus retrovisores me ajudavam na função: Flanar pelos dias de hoje requer cuidado.

    Cheguei quase naturalmente à Praça XI. Turistas tiravam fotos da Passarela do Samba. Qual visão eles devem ter do carnaval?

    Tomara que um dos bons escritores dos dias de hoje, como Joaquim Ferreira dos Santos, Paulo Lins ou tantos outros, escrevam um dia sobre a arte de andar de moto pelo Rio.

    domingo, setembro 19, 2004

    No Salão de Livros


    Desde quinta, foi inaugurado o VI Salão do Livro para Crianças e Jovens no Galpão das Artes do MAN, aqui no Rio.

    Com certeza a FNLIJ está promovendo o incentivo a leitura e pra variar, estou trabalhando na produção do evento.

    Esse ano o Salão está homenageando a escritora e autora Lygia Bojunga. Para o público em geral, a diversão é garantida, o encontro com autores e ilustradores a todo o momento - A programação está no site do Salão - e os espaços de leitura, biblioteca e os estandes com venda de livros completam o cenário colorido e divertido do Salão.

    Se o caro blogueiro ficou interessado, minha dica é o encontro com os escritores Daniel Munduruku, Pedro Bial, Rosinha Campos, Antonio Calonne, Ailton Krenak, dentre outros. De certo modo o salão este ano está também premiando alguns povos indígenas com concursos literários.

    Uma coisa é certa diversão é garantida, inclusive pra mim.

    sábado, setembro 18, 2004

    Parabéns Mecão


    quarta-feira, setembro 15, 2004

    Festival de Música de Botequim

    É o Femusquim, e já está em sua oitava edição, em Vitória. Quer saber o que é? Veja o que conta o Rodrigo Cerqueira no Monóptico. Saúde.


    segunda-feira, setembro 13, 2004

    Detalhes tão pequenos de nós dois:



    Detalhe 1: Observando o designer desta Babilônia - percebi que a bandeira do Brasil que está no post - mais parece um anuncio do MV-Brasil. Por favor, não confundam este blogue com o reacionário grupo neo-integralista (facistas tupiniquins).

    Detalhe 2: Nesta segunda-feira ensolarada, dentro do agitado centro nervoso da cidade do Rio de Janeiro - meu peito desejava passar a tarde inteira na Ilha de Paquetá, andar de bicileta, caiaque, e depois ver o por do sol de dentro da Baia de Guanabara.

    domingo, setembro 12, 2004

    Correndo Perigo


    Rio de Janeiro, 11 de setembro de 2004 - Neste dia passei bem perto do perigo, mas fique tranqüilo caríssimo bloggueiro, não foi um tiroteio no Complexo do Morro dos Macacos! Definitivamente não!

    Ontem passei pela Praça Presidente Kenedy que fica bem em frente a embaixada dos EUA no Rio de Janeiro. De cara, vi dos desenhos no chão – como se tivesse morrido dois cadáveres ali e com o seguinte slogan: Bush, assassino!

    Só pro caro leitor ter uma noção do perigo que passei, na sexta-feira foram detidos 2 tanzâninanos no Aeroporto Internacional Tom Jobim com fotografias do Citybank e do referido prédio diplomático, com anotações sobre segurança e sobre possíveis ângulos para um fulminante ataque bombástico - literalmente.

    Mas constate o ridículo da situação. Pleno sábado ensolarado, com centro da cidade praticamente deserto, foram destacados dois carros patrulhas da Polícia Militar que ficaram de plantão na porta frontal e lateral do prédio. O objetivo era o de se evitar qualquer dano moral ou material ao território Ianque, aqui no nosso sub-desenvolvido país.

    Não resisti e me dirigi aos homens da lei - protagonizando uma peculiar cena carioca bem aos moldes de Anselmo Góes em sua coluna diária no Jornal O Globo -
    - Já passou algum Talibã por aqui?- Depois de alguns segundos de silêncio, um dos policiais me responde com uma risada, que resolveu retrucar no mesmo espírito cômico.
    - Não, ainda não, mas fique tranqüilo que daqui a pouco eles vão passar!! O que me fez rir também.

    Desse episódio tiro duas conclusões:
  • a primeira foi minha sorte de falar com um policial bem humorado
  • a segunda foi de constatar que a neurose do terrorismo, mesmo que meio tímida, chegou ao lado de baixo do Equador, aqui no Brasil.
  • quarta-feira, setembro 08, 2004

    Cabo eleitoral


    Horário político gratuito. Minha sobrinha de cinco anos brinca em frente à tevê, enquanto a ladainha rola solta. De repente, ela pára e diz: "Eu já sei em quem eu vou votar". Minha mãe pergunta: "É mesmo? E em quem você vai votar?" E ela: "Eu vou votar em quem faz o Rio crescer - César Maia e Paulo Cerri".

    Malditos marqueteiros políticos!

    terça-feira, setembro 07, 2004

    Dia da Independência?



    7 de setembro de 1822, data comemorativa de nossa Independência da Metropole portuguesa que sugava todas as nossas riquezas coloniais (ciclos do açucar e do ouro respectivamente).

    Alias, uma independência esquisita que não teve guerra, até porque a Real Família Portuguesa já residia na Cidade Maravilhosa, fugindo do exército Napoleônico.
    Vá lá, se naquele dia não tivessemos que contrair tão estimada dívida monetária com a Inglaterra para pagar a nossa Metrópole, que por sua vez tinha uma mesma dívida com a Inglaterra pelo bloqueio marítimo à França.

    182 anos depois, apesar de nossa dependência econômica ao mercado internacional, o saldo é positivo:
  • Temos uma capacidade enorme de jogar futebol muito bem
  • Temos uma cultura variadíssima
  • Um hino de independencia lindo e principalmente um feriado na terça feira (que geralmente enforcamos a segunda-feira):

    HINO DA INDEPENDÊNCIA
    Letra: Evaristo da Veiga
    Música: D. Pedro I

    Já podeis, da Pátria filhos,
    Ver contente a mãe gentil;
    Já raiou a liberdade
    No horizonte do Brasil.

    Brava gente brasileira!
    Longe vá... temor servil:
    Ou ficar a pátria livre
    Ou morrer pelo Brasil.

    Os grilhões que nos forjava
    Da perfídia astuto ardil...
    Zombou deles o Brasil.

    Brava gente brasileira!
    Longe vá... temor servil:
    Ou ficar a pátria livre
    Ou morrer pelo Brasil.

    Não temais ímpias falanges,
    Que apresentam face hostil;
    Vossos peitos, vossos braços
    São muralhas do Brasil.

    Brava gente brasileira!
    Longe vá... temor servil:
    Ou ficar a pátria livre
    Ou morrer pelo Brasil.

    Parabéns, ó brasileiro,
    Já, com garbo varonil,
    Do universo entre as nações
    Resplandece a do Brasil.

    Brava gente brasileira!
    Longe vá... temor servil:
    Ou ficar a pátria livre
    Ou morrer pelo Brasil.

    PS: Hoje o presidente Lula se se encontra com o Primeiro Ministro de Portugal - e viva as comemorações, oh pá!!!
  • segunda-feira, setembro 06, 2004

    O Chefão



    Há pouco tempo o Rodrigo me recomendou: pegue no vídeo O poderoso chefão e reveja, aos poucos, a genial trilogia. É grande diversão para quem gosta de cinema. No sábado, de manhã, comecei a ler, despretensiosamente, O chefão, de Mario Puzo. Só parei de noite porque é igualmente maravilhoso. São cinco livros encadernados em um. Em um dia, li o livro 1, que é idêntico ao primeiro filme, e avancei bem no livro dois.

    domingo, setembro 05, 2004

    Maciel Salú e o Terno de Terreiro


    É assim mesmo, ouvir o excelente trabalho de Maciel Salustiano além do composto som de rabecas, agogô, pandeiro e caixa de guerra, temos a possibilidade de viajar pelos meus belos ares olindenses.

    A fome, a sede de cultura, os casarios coloridos de Olinda, as ladeiras que falam, os sons da rua e de olho fechado percorro a multidão espremida no carnaval de Maracatu, Frevo, Troças e a poética Seresta da cidade. Nas sextas ver Mestre Salú tocando na Bodega do Veio com aquela cervejinha gelada e o Zé Pereira dançando freneticamente em cima da caixa de som.

    O turbilhão de imagens e de fragmentos que parecem se confundir em tons e cores desse CD, dessa minha memória que tem o sol no céu, um arco-íris no meio e um cruzeiro fincado no chão. A representação simbólica de uma paroxítona cultural chamada Pernambuco falando para um mundo insano.

    Parabéns Maciel, que bom ter te conhecido e poder ouvi-lo, mesmo que seja nesse distante Rio de Janeiro. Mas veja bem, te aguardo aqui, quando vieres mostrar teu trabalho pro meu povo, que sinceramente vão adorar.

    Na casa de Dona Dá
    (Maciel Salú)

    Chegou a quarta, eu vou embora
    Brinca o boi, na rua da boa hora
    Samba domingo, segunda e terça
    Mas não esqueça quando a quarta chegar

    O samba é bom, o terno é quente
    Vai muita gente pra casa de Dona Dá

    Boi da Gurita Seca e o Marinho
    Tá no caminho junto com Cara de Sapo
    Boi do Cupim e da Macuca
    Não se assuta com o Boizinho Alinhado

    Da Igreja de Guadalupe pra Pitombeira
    Desço a ladeira qua a missa vai começar
    Na Bodaga do Véio tomo uma bicada
    Canto uma marcha e volto de novo a sambar

    O samba é bom, o terno é quente
    Vai muita gente pra casa de Dona Dá

    sábado, setembro 04, 2004

    E nós somos isso?


    Por volta de 130 mil anos atrás, na África, surgia o homo sapiens sapiens, que ficou mundialmente conhecido como "o homem". "O homem" evoluiu desde os primatas primitivos ("símios") ao longo de milhares de anos, compartilhando ainda com eles grande quantidade de características morfológicas, genéticas e de comportamento.

    Distingue-se do resto dos primatas por seu maior volume cranial, menor número de pelos, sua linguagem complexa, por sua capacidade tecnológica e de representação e por sua maior inteligência.

    Reencontro entre o plebeu e a rainha


    Ontem no corte do samba, já completamente inserido na Bateria do G.R.E.S. Renascer de Jacarepaguá, resolvi falar com a Rainha da Bateria que pra minha surpresa me reconheceu.


    Um momento raro onde a realeza resolveu falar com o plebeu.

    Fernando Peixoto produziu algumas fotos do carnaval do grupo B de 2004, (onde a Renascer foi Vice-campeã) publicadas em seu antigo blog - Batuque O Maior Espetáculo da Terra - sobre o Carnaval Carioca.

    Vale a pena conferir essas belas imagens e o que a G.R.E.S. Renascer de Jacarepaguá promete pro carnaval de 2005:

    Enredo: A riqueza da criação em cada canto desse chão





    Fotos de Fernando Peixoto

    sexta-feira, setembro 03, 2004

    Assim assado

    Como elegantemente mostrou o Verissimo no seu último artigo publicado pelo Globo, não é prudente aceitar algumas simplificações sobre a disputa eleitoral americana. Democratas são a esquerda e Republicanos são a direita? Não é bem assim. Um partido é dos ricos outro dos pobres? Não é bem assim. A eleição de Kerry seria melhor para o mundo? Definitivamente, não é bem assim.

    Mas não devemos achar que tudo não é bem assim. Como mostra o blog do César Ceabra, em termos de cafonice e o provincianismo, o americano é assim assado.


    Assim Assado

    Ney Matogrosso

    são duas horas da madrugada de um dia assim assim
    um velho anda de terno velho assim assim
    quando aparece o guarda belo
    quando aparece o guarda belo
    É posto em cena fazendo cena um treco assim
    bem apontado nariz chato assim assim
    Quando aparece a cor do velho
    Quando aparece a cor do velho

    Mas guarda belo não acredita na cor assim
    ele decide o terno velho assim assim
    porque ele quer o velho assado
    porque ele quer o velho assado
    mas mesmo assim o velho morre assim assim
    e o guarda belo é o herói assim assado
    por que é preciso ser assim assado
    por que é preciso ser assim assado

    Vai Flamengo...

    Depois de 28 jogos, apenas 8 vitórias, muito desespero e vários copos de cerveja, dá pra fazer uma análise do Flamengo só de olhar os números. Malditos.

  • Defesa: O Flamengo levou 30 gols é a quinta melhor defesa do campeonato. Significa que podemos ficar tranqüilo? Nada disso. O Fabiano Eller, o melhor zagueiro do time, foi vendido. A zaga anda batendo cabeça. Quem viu o jogo de ontem (eu ouvi) contra o Vitória (Fla 2 X 0) sabe da dor de cabeça que ainda vamos ter. Isto posto, acho que o Da Silva deve continuar no meio campo, justamente para reforçar a defesa.

    Gols sofridos:
    1) Palmeiras e São Caetano: 25 gols
    3) Atlético: 28
    4) Coritiba: 29
    5) Flamengo e São Paulo: 30


  • Ataque: O Flamengo tem o segundo pior ataque da competição, com 26 gols. Pior que a gente só o Guarani, com 22. Significa que devemos nos desesperar? Acho que não. O Dimba estreou no dia 4 de agosto, na derrota de 1 x 0 para o Coritiba. Um mês depois, ele já é o artilheiro do time no Brasileiro com 5 gols. Com a seqüência de jogos, a tendência é que o aproveitamento melhore já que ganhará maior condicionamento físico e maior entrosamento com o time.

    Artilheiros do Flamengo no Brasileiro:
    Dimba: 5 gols
    Roger e Negreiros: 3
    Ibson, Whelliton e Júnior Baiano: 2
    André Bahia, Jean, Jônatas, Juliano, Marcelo, Rafael, Rafael Gaúcho, Reinaldo e Zinho: 1


  • Meio de campo: Na minha opinião, este é o setor mais delicado para acertar por causa do Felipe. O Ricardo Gomes deveria dar atenção especial ao jogador. Onde, afinal, rende mais o nosso camisa 10? No ataque, como um falso ponta? No meio, mais recuado? No meio, solto, mais avançado? Ibson, Júnior e Zinho jogando juntos deixam espaço para mais um jogador no meio: Da Silva ou Felipe?

  • Minha opinião: Eu colocaria o Felipe como um falso atacante, completamente solto. Para isso, o meio de campo teria que participar mais, dividir com o Dimba a responsabilidade de fazer gols. Os laterais também. O Roger é o segundo maior goleador do time. E o meio? O problema passa a ser o seguinte: com o Felipe no ataque, quem armará as jogadas? Ninguém. Além dele, não temos um quarto homem de meio campo de qualidade. De vez em quando o Felipe terá que recuar ms não pode ter essa obrigação. Ele deve flutuar sempre ou será anulado.

    Para armar e suprir a falta do quarto homem, é preciso ter a presença pelo menos de um e com freqüência de dois homens do meio no ataque (revezando-se Zinho, Ibson e Júnior. O Ricardo Gomes deveria fazer um teste com o Jean no meio. Ele marca, ataca, é veloz pra caramba, e faz boas jogadas pelo fundo). E ainda contar com as subidas dos laterais, sobretudo pela esquerda. Para isso, manteria o Da Silva para dar seus bicos na cabeça de área. Resumindo: primeiro tem que acertar a posição do Felipe. Depois, as posições dos outros homens do meio e do avanço dos laterais. Tudo isso sem deixar a defesa vulnerável.

    Fácil, né? Não é, eu sei. Mas contamos com o apoio de São Judas Tadeu, que continua com muito trabalho para ajudar o Flamengo. O pior é que os maiores problemas estão fora de campo. E não tem esquema tático que dê jeito.
  • Circulando.com


    Um olhar diferente do normal, no circulando.com acabou nos listando (Cláudio e Renato Motta) dentre uma série de blogues de peso, com uma lampada... de idéias...
    Valeu mesmo!!!!

    quinta-feira, setembro 02, 2004

    Olga - O Filme




    Quarta vi o filme, no centro da cidade do Rio no Palácio. A impressão que tive foi grande, primeiro a fila fora do cinema - quase lotando os 800 lugares desta bela e antiga sala de projeção.

    A segunda foi o filme, pela sensibilidade e pela consrução cuidadosa de ser fiel ao livro de Fernando Moraes.

    A terceira, foram os dados históricos e as constantes ambientações (a única coisa contra é ver alemão e russo falando português e vez em quando ver russos falando o russo e germanicos falando alemão)

    Tirando essa dificuldade linguistica, a construção foi perfeita, prum filme todo rodado no Brasil.

    Uma obra de arte, que me comoveu na hora do hino da Internacional em Russo. Valeu, valeu mesmo, recomendo a todos.

    CONSIDERAÇÕES:
  • Getulio Vargas e Felinto Muller, muito feio o que vocês fizeram, praticamente aliados de Adolf Hitler e a Alemanha Nazista!!! Torturar e matar, além de assasinar Olga Benário Prestes!!!

  • PS2: Porque não colocarm nos creditos que Anita Prestes é professora de história da UFRJ??? Seria a isenção da instituição de ensino da doutora?

  • PS3: final de exibição, silencio na sala durante as considerações finais em silencio - uma vaia para Getulio Vargas e um grito único: "Jandiraaaaa!! (atual candidata a prefeitura da cidade do Rio de Janeiro pelo PCdoB).

  • PS4: Recomendo, primeiro o livro de Fernando Moraes!!!
  • terça-feira, agosto 31, 2004

    O mundo é um moinho


    Segundo uma mensagem da Priscila Aguiar, na comunidade do Mestre Cartola no Orkut. Ele teria feito esta música para sua filha que estava saindo de casa e se prostituindo.
    Se for verdade, realmente a letra é forte e vale a pena ser lembrada:

    O MUNDO É UM MOINHO

    Ainda é cedo, amor
    mal começaste a conhecer a vida
    já anuncias a hora de partida
    sem saber mesmo o rumo que irás tomar

    Preste atenção, querida
    embora eu saiba que estás resolvida
    em cada esquina cai um pouco a tua vida
    e em pouco tempo não serás mais o que és

    preste atenção, o mundo é um moinho
    vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
    vai reduzir as ilusões a pó...
    Ouça-me bem, amor

    Preste atenção, querida
    de cada amor tu herdarás só o cinismo
    quando notares estás à beira do abismo
    abismo que cavaste com teus pés

    segunda-feira, agosto 30, 2004

    Acabou nosso carnaval da Rio Branco




    Soube ontem pelo Presidente do G.R.E.S. Unidos do Anil (e já tinha avisado isso pela Babilônia) que o Grupo C das escolas de samba foi transefirido para a Estrada Intendentes Magalhães, no Campinho.

    Se de alguma forma, pra nós da Anil, o custo de desolcamento até o Campinho será menor, por outro lado acho que perdeu o charme de desfilar na Av. Rio Branco, que certamente é o berço do desfile das escolas de samba, que outrora acontecia nos corsos e carros abertos nas primeiras décadas do século XX aqui no Rio de Janeiro.

    Além disso, o primeiro desfile de Escolas de Samba com arquibancadas para assistência e vendidas ao público, foi no Carnaval de 1962, na Avenida Rio Branco, com 3.500 lugares.

    Fico como o Pierrot, a Colombina e o Alerquim que agora choram juntos pela decisão da Associação das Escolas de Samba da Cidade do Rio de Janeiro.
    Cade o Zé Pereira da Rio Branco? Acabou! Agora é pensar em ir pra Marquês de Sapucaí, quem sabe?!

    sexta-feira, agosto 27, 2004

    Primeiro Corte no Renascer

    Dando prosseguimento a nossa agenda pré-carnavalesca, quero informar aos bloggueiros foliões que hoje tem o primeiro corte de samba no G.R.E.S. Renascer de Jacarepaguá.

    Enquanto ritmista da bateria sei que vou passar por uma verdadeira maratona, afinal de contas, são 14 sambas inscritos cujo enredo é:
    “Espelho, espelho meu! Reflete na avenida a magia de quem sou eu.”

    Dentre os sambas (música e melodia) percebi que alguns estão bonitos, mas o que gostei mesmo foi rever o amigo Thomas Morkos (ator, músico e compositor) que concorre ao samba. Na última festa ele subiu ao palco e tocou conosco, minha torcida é pra ele.


    O horário da festa é a partir de 23:00 desta sexta e o samba vai rolar até o dia seguinte.
    Local: Av Nelson Cardoso – bem Largo do Tanque – Jacarepaguá.
    A entrada é franca


    PS: Já reparou as cores da Renascer de Jacarepaguá? É literalmente tricolor (vermelho, verde a branco), Em alguns momentos tenho a sensação de estar numa sede social do Fluminense ou na embaixada de samba da Itália. Capicce!!!

    Literalmente pro Espaço


    É....
    Foi literalmente pro espaço o sistema de comentários deste blog. Fazer o que? Ando meio sem tempo, milhões de tarefas, trabalho e a impossibilidade de arrumar esse grande detalhe.
    Ou seja, estou passando pelo mesmo problema que Elis Monteiro teve com o sistema de comentários em seu blog no dia 19 de agosto.

    Até porque, o legal de um blog é a possibilidade dos assinantes virtuais em expressarem suas opiniões, essa interatividade é o que vale a pena.
    Então, é colocar em obras o blog. Estamos trabalhando para consertar este problema.

    quinta-feira, agosto 26, 2004

    Conversa Inteligente




    Ao dia anterior das comemorações dos 50 anos da morte de Getúlio Vargas, à noite a rádio CBN me surpreendeu com um debate super interessante em sua programação:

    Ciclo de debates Vargas: 50 anos depois

    O jornalista Sidney Rezende mediou o terceiro debate da série "Vargas: 50 anos depois", realizado pela Rádio CBN, o CPDOC da Fundação Getúlio Vargas e Museu da República no dia 17/08, no Rio de Janeiro, e cujo tema foi "O legado cultural da era Vargas".

    Os participantes foram Carlos Heitor Cony, jornalista; Francisco Carlos Teixeira da Silva, professor de História moderna e contemporânea da UFRJ e doutor em História pela UFF e pela Universidade de Berlim; Ricardo Cravo Albin, historiador de MPB, crítico e comentarista; e João Máximo, jornalista e diretor da Associação Brasileira de Imprensa (ABI)


    Sem dúvida, pra quem teve paciência e gosta do assunto, foi um programão, se o caro bloggueiro ficou super interessado, não tem problema.
    Clique em: http://radioclick.globo.com/cbn que o bloggueiro poderá ouvir via web o material.
    E viva a Internet, não é?

    quarta-feira, agosto 25, 2004

    Novo Golpe


    Esse span é genial, o caro blogueiro recebe um email da informando de um sorteio grátis, toda a semana de 50 passagens aéreas para qualquer lugar do Brasil, sem precisar de cartão de crédito, bastando somente preencher o formulário.

    Mas quando o aspirante a viajante clica no link para ir ao formulário, começa o processo de dowload de um virus executável em vosso computador.
    Cuidado!!!! O email é convincente e digo mais, quase que caio nesta arapuca virtual. Se liga meu povo!!