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quinta-feira, outubro 09, 2025

Agudos


Agudos
De Renato Motta 

Como se fosse um corte 
Centenas de faces dramáticas 
No interno da boca e dos lábios 
Milhares de farpas metálicas. 

Como se fosse um mote 
De um signo jamais esperado 
Faço do peito, pele e da carne 
Infusão, que me sinto abraçado. 

Como se fossem angústias 
O limite do tempo em gotejo 
Faço das noites em claro 
Agudas agulhas no peito. 

Como se fossem palavras 
Rompem meus sonos, lampejo 
Abro meus olhos na noite 
Interrompe os intensos desejos 

Como se fossem martírios 
O caos por dentre os bocejos 
O ventre a ser consumido 
Mil faces de um caranguejo

(Jaboatão dos Guararapes-PE, 08/10/2025)

quinta-feira, setembro 18, 2025

Poema: Ofuscados


Ofuscados
De Renato Motta

Meus Olhos
Mirando o sol....
Ofuscados
Percebo as silhuetas
Concretos em discórdias.
E ao longe
Meus pensamentos desgarrados
Flutuam nas ondas marinhas
E encalham 
Na beira do mar
Como sargaços
Que ousaram um lugar ao sol!!!

Meus Sonhos
Por dentre as frestas
Rebuscados
Um placebo de ilusões
Repleto de arestas
São detalhes
Das realidades em ebulição
Fincado no vale da consternação
E se perdem
No mosaico dos sentimentos
Como insanos
Ofuscados em encontrar a razão!!!

(Recife - Pernambuco, 17/09/2025)

quarta-feira, fevereiro 01, 2017

Ainda Que...

Por Renato Motta Rodrigues da Silva

Ainda que se há pressa o motoqueiro
Mesmo que se tenha a motoca.

Ainda que se apressa o maloqueiro
Mesmo que inexista a maloca.

Mesmo que, se a pressa do farofeiro
Ainda que não se tenha a farofa.

E que se a pressa
Que se apresse
Se há Pressa
Ainda...
Impressa
Nesta pressa
Expressa

Há uma fração de segundos denominado:
Tempo Perdido.