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quinta-feira, julho 30, 2026

Soneto do Terceiro Milênio

Soneto do Terceiro Milênio
De Renato Motta 

Meus escritos andam meio ofuscados 
Talvez pelas incertezas do dia-a-dia 
Ou pelos celulares bem iluminados 
De notícias sem muita alegria 

Sapiens primitivos do terceiro milênio 
Com a fé doutrinada, beirando o medieval 
Em um habitat tóxico e sem oxigênio 
Definhando em toda conquista social 

Esse soneto, em essência, é amargura 
Amargura em contraponto da contradição 
Que reflete a necessidade de doçura 
 
De seres que aguardam a salvação 
Ao perceber o mundo, numa loucura 
Se traem, desejando tamanha destruição

quinta-feira, outubro 09, 2025

Agudos


Agudos
De Renato Motta 

Como se fosse um corte 
Centenas de faces dramáticas 
No interno da boca e dos lábios 
Milhares de farpas metálicas. 

Como se fosse um mote 
De um signo jamais esperado 
Faço do peito, pele e da carne 
Infusão, que me sinto abraçado. 

Como se fossem angústias 
O limite do tempo em gotejo 
Faço das noites em claro 
Agudas agulhas no peito. 

Como se fossem palavras 
Rompem meus sonos, lampejo 
Abro meus olhos na noite 
Interrompe os intensos desejos 

Como se fossem martírios 
O caos por dentre os bocejos 
O ventre a ser consumido 
Mil faces de um caranguejo

(Jaboatão dos Guararapes-PE, 08/10/2025)

quarta-feira, fevereiro 01, 2017

Ainda Que...

Por Renato Motta Rodrigues da Silva

Ainda que se há pressa o motoqueiro
Mesmo que se tenha a motoca.

Ainda que se apressa o maloqueiro
Mesmo que inexista a maloca.

Mesmo que, se a pressa do farofeiro
Ainda que não se tenha a farofa.

E que se a pressa
Que se apresse
Se há Pressa
Ainda...
Impressa
Nesta pressa
Expressa

Há uma fração de segundos denominado:
Tempo Perdido.