A dica é para o dia 02 de fevereiro de 2017 - com as bençãos de Iemanjá, assistir em Olinda o show de Maciel Salu no Xinxim da Baiana a partir das 22 horas no Carmo em Olinda:
Veja se a pisada da rabeca é pesada:
Poesia, contos, casos e histórias...
Babilônia pouca é bobagem
Caledoscópio de Renato Motta
A dica é para o dia 02 de fevereiro de 2017 - com as bençãos de Iemanjá, assistir em Olinda o show de Maciel Salu no Xinxim da Baiana a partir das 22 horas no Carmo em Olinda:
Veja se a pisada da rabeca é pesada:

No sábado (14), o atual prefeito de São Paulo, João Dória, vestiu óculos de proteção, máscara e avental para apagar os desenhos de uma mureta da 23 de Maio usando um motocompressor.
A atitude do atual prefeito de São Paulo em mandar apagar a maioria dos grafites que coloriam a cidade de São Paulo é de uma violência sem igual.
De acordo com alguns periódicos, as grafitagens da 23 de maio representava um dos maiores murais abertos do mundo.
Afinal de contas, por que o PSDB fez isso? Qual o motivo desta destruição toda?
O projeto político vitorioso na prefeitura de São Paulo representa, no grosso modo, a volta de um projeto elitista, no qual as comunidades ficam efetivamente de fora.
Nada mais midiático e representativo para a classe trabalhadora paulista ao ver seu representante vestido de gari e ter varrido cinco minutos uma calçada, ou tê-lo visto iniciando a destruição das grafitagens.
É uma certa elite dizendo que a Cidade de São Paulo é dela, que agora a territorialidade da capital paulista não terá mais espaço para a grafitagem,
Vestido de gari, o prefeito diz didaticamente, de forma subliminar, a forma como ele varrerá da cidade este lixo (na sua concepção).
E dá um recado para os trabalhadores da prefeitura, esses pobres, pretos, pardos, garis, como é que ele deseja que as ruas, muros, calçadas seja limpos.
A maldita herança escravista em sua plenitude adaptada a nova ordem.
A leitura sobre essa atitude do prefeito é muito clara e em poesia
Aqui Jaz Grafite
Por Renato Motta
Apagaram os grafites daquela cidade grande...
Mas o que queriam mesmo era:
Apagar os sonhos,
Apagar a criatividade,
Apagar a liberdade,
Apagar a multiplicidade
Apagar uma manifestação cultural,
Apagar uma estética de rua,
Apagar as cores...
Apagar o que se via..
Apagar a resistência,
Apagar a utopia...
Só que tem uma coisa prefeito...
Sonhos não se apagam
Criatividade não se apaga
Cores não se apagam...
Manifestação Cultural não se apaga
Elas ficam latentes...
Mesmo reprimidas...
Mesmo repelidas
Elas transpiram
Escoam pelos poros da carne
Buscam sua válvula de escape
Panela de Pressão...
Eclodem em milhares de cores e sabores...
Explosão...
Eis que um dia a panela arrebenta
Revolução...
A luta... só está começando...
Dia desses tentando comprar refrigerante num mercado aqui perto:
- O senhor trouxe a garrafa? Essa aqui é retornável.
- Só tinha dessa à venda, mas não tem problema porque eu pago pela garrafa.
- Nós não vendemos dessa forma. Tem que trazer a garrafa.
- Tá, mas como eu poso ter uma garrafa retornável sem antes obter um refrigerante e a garrafa retornável?
- Comprando, senhor.
- Por isso eu quero comprar o refrigerante e essa garrafa retornável!
- Nós só podemos vender um refrigerante com garrafa retornável se o cliente trouxer uma garrafa retornável, que é retornável justamente por isso.
- Acontece, moça, que a senhora está me exigindo um retorno que não teve início.
- Como assim, senhor?
- Deixa para lá, não vou levar o refrigerante.
Moral da História:
Até comprar refrigerante pode ser um desafio à lógica e ao bom senso no Brasil.
Fevereiro é sinônimo de carnaval e vamos colocar uma luz literária sobre o samba enredo do GRES Renascer de Jacarepaguá, escola esta que tenho um carinho enorme por ter feito parte de sua bateria.
Com o enredo “o papel e o mar”, o carnavalesco Luiz Carlos Bruno deu asas a imaginação e vai promover um encontro imáginario entre dois personagens negros, não contemporâneos, da cultura e da história do país: a escritora Carolina Maria de Jesus e João Cândido, o “Almirante Negro”, líder da Revolta da Chibata.
Esse encontro se dá através de um bilhete lançado ao mar numa garrafa e cujo teor será a liberdade, a luta, a resistência deste povo sofrido. Os nós sendo desatados em versos e poesia cuja exaltação será as virtudes destes personagens da história brasileira sob a bandeira da luta por uma revolução contra a Lei da Chibata e das dificuldades impostas a quem tem essa tonalidade da pele. O ser negro!
Belo samba que merece ser escutado com carinho.
Enredo: "O Papel e o Mar"
COMPOSITORES: Claudio Russo, Moacyr Luz e Diego Nicolau
ALMIRANTE JOÃO
SOU CAROLINA DE JESUS
CARREGO PAPELÃO, VOCÊ NAVEGA SUA CRUZ
NA CORRENTEZA A SUA VOZ FOI MERGULHAR
EU FIZ DOS VERSOS A FORTALEZA PRA MORAR
SOU A FILHA DA MISÉRIA
VOCÊ NASCEU PRA GUERREAR
NÓS SOMOS A LIBERDADE
EU SOU PAPEL, VOCÊ É O MAR
SOBREVIVI NA ESCURIDÃO
SEM TER VOCÊ, INSPIRAÇÃO
ÔÔÔ DESATANDO OS NÓS
HOJE A RENASCER FALA POR NÓS
JOÃO
NEGRO FEITICEIRO
O TIMONEIRO CONQUISTADOR
CAROLINA É ALFORRIA
POESIA DA ALMA QUE SE LIBERTOU
NA LUTA CONTRA A TIRANIA
NA RESSACA DA AGONIA, RUBRO OCEANO
DRAGÃO DOS MARES
SEGUE A COSTEIRA GANHANDO LARES
NOSSA BANDEIRA, GUANABARA
O LEME DA REVOLUÇÃO
SALVE A NEGRURA, SALVE A BRAVURA
RESGATADA DO PORÃO
OH MESTRE SALA QUEM TE ENSINOU A BAILAR
UM MARINHEIRO SABE O BALANÇO DO MAR
A CHIBATA NÃO ESTALA MAIS
QUANTOS SONHOS GUARDA O VELHO CAIS
Texto de Kíssila Rangel
As decisões tomadas em silêncio sempre foram perigosas, definitivas e também, por isso, as mais irreversíveis.
O cansaço toma conta de todos os milímetros daqueles músculos. A cabeça antes perturbada, agora calma.
O coração que antes palpitava, emudece....
Nem aquele som terminal de piiiii eterno pode ser ouvido.
O cansaço é tanto que até as máquinas da UTI estão de greve, não trabalham, pois não querem anunciar a morte daquele condenado.
O cansaço é tao grande, que nem dá pra dizer que tem um cadáver ali. E a alma, então?
Essa se esvaiu há tempos.
Não adianta correr com máquinas de choque, fazer massagem cardíaca.
Quando alguém decide morrer, a pessoa simplesmente morre.
A quem pertence o nosso corpo?...
Não!
O caro leitor deste babilônico espaço virtual deve estar achando que estou perdendo minha sanidade mental!!
É isso mesmo que pergunto:
A quem pertence o nosso corpo?
A quem pertence o sabor do prazer? Da satisfação, da punheta, do gozo sublime?
De acordo com as matérias de periódicos, o Deputado Federal (e pastor) Marcelo Aguiar do DEM-SP (foto) acha que o meu corpo não me pertence e resolveu iniciar uma "Cruzada" contra a masturbação.
Alias nada tão apropriado de que denominar esse Projeto de Lei como: A Cruzada do Pastor Contra a Punheta Alheia.
Qual a estratégia do excelentíssimo parlamentar?
Apresentar um projeto de lei à Câmara em que propõe que as operadoras telefônicas vetem os sites de conteúdo pornográfico para que, desta forma, não tenhamos acesso aos conteúdos luxuriosos.
Com isso, o parlamentar acredita piamente que deixaremos de tocar uma bronha, que abandonaremos o famoso cinco contra um, que efetivamente não mais descascaremos o palhaço, como um vicio dos demônios e praticaremos o sexo livre.
Conforme palavras do próprio parlamentar em entrevista ao Jornal O Globo ele acha que há "viciados em conteúdo pornográfico e na masturbação", e continua que justificando que "estudos atualizados informam um aumento no número de viciados em conteúdo pornográfico e na masturbação devido ao fácil acesso pela internet e à privacidade que celular e tablet proporcionam, os jovens são mais suscetíveis a desenvolver dependência e já estão sendo chamados de autossexuais - pessoas para quem o prazer com sexo solitário é maior do que o proporcionado pelo método, digamos, tradicional".
Ou seja, do auto do panteão de sua concepção moralista e fundamentalista, o pastor-deputado resolve como um semi deus:
Deixo meu apelo ao excelentíssimo parlamentar Marcelo Aguiar (DEM-SP). Escute as sábias palavra do Pastor Arnaldo sobre o referido assunto.
Ser um Autosexual para aliviar a tensão é bom pra caramba!!!
Ora bolas pastor, em vez de proibir, sugiro ao teu lado parlamentar que proponha a Legalização da Punheta!!!
Babilônia Irmãos!!!!
Lá pelos idos de 1940 Jaboatão dos Guararapes ficou conhecida por Moscouzinho por ter elegido Manoel Calheiros, sendo o primeiro prefeito comunista da história do Brasil pelo Partido Comunista Brasileiro - PCB.
Esta história está breve e ilustradamente registrada, no portal Curiosamente do Diário de Pernambuco. Acredito que existem estudos mais aprofundados sobre o tema, principalmente na historiografia.
A característica do município de Jaboatão dos Guararapes engloba a presença de uma consistente classe operária, principalmente dos ferroviários como força política da da região.
Mas a aliança do PCB foi com o PSD, legenda histórica da oligarquia brasileira com os donos de engenho e políticos conservadores e com uma presença evidente em Jaboatão.
O contexto da Guerra Fria foi determinante para que o governador do Estado de Pernambuco, diminuísse os repasses de verba à Jaboatão, comprometendo a governabilidade do município na época.
A imprensa também teve papel determinante no sentido de desqualificar o governo de Calheiros. Aliás este tem sido um papel histórico da mídia (jornais de grande circulação), criminalizando e estigmatizando Jaboatão como a Moscouzinha. Imaginem o impacto de que comunistas governavam um município de Pernambuco.
E logo Pernambuco?!!! Estado no qual a Estrutura do Sistema Colonial Mercantilista prosperou através da escravidão, dos os Engenhos de Cana de Açúcar e da formação da elite aristocrata colonial.
A aliança entre a classe trabalhadora e o patronato, consolidada por Manoel Calheiros, ficou comprometida e Jaboatão voltou a ser cenário de políticos conservadores, fisiologistas e usurpadores.
Alias, qualquer semelhança não é mera coincidência do contexto que estamos vivendo hoje.
Jaboatão terá no próximo domingo, seu segundo turno para o cargo de prefeito. Temos duas candidaturas que estão longe da Moscouzinha de outrora.
Ambos candidatos são ruins, um está comprometido com o golpe ao nível Federal e o outro tem um histórico fisiológico e de desvios de verbas.
E a pobre Jaboatão dos Guararapes, sentirá o peso de 4 anos mal geridos. Moscouzinha ficará na memória como um sopro da tentativa de uma justiça social.
O ano de 1912 é histórico para o Flamengo, quando foi criado o seu primeiro elenco do futebol. Como o time deveria ter um uniforme diferente da equipe de remo, foi criado um modelo com quadrados em vermelho e preto que popularmente ficou conhecido como Papagaio de Vintém que foi utilizado até 1913.
Por ter dado muito azar, a camisa foi substituída pelo uniforme Cobra Coral (que inclusive serviu de inspiração ao Santa Cruz que adotou o mesmo modelo, conforme declaração de Ilo Just, primeiro goleiro do santinha)
Para a minha surpresa, o time de Pernambuco lançou um modelo que além de idêntico, está anunciado como camisa Papagaio.
Diante destes indícios de fixação, só falta agora "eles" mudarem o nome para Sport Cube do Flamengo-PE.
Caso o nobre leitor ainda esteja duvidando, basta ir na página deles, comprovar minhas palavras que você poderá comprar a camisa que está logo abaixo!
Menos a original do Mengão!
Hoje meu tempo fechou.
Perdeu sua ternura e se tornou ácida
Do branco, fiz o vinho musgo e escuro
A janela antes aberta, possui agora um estranho bloqueio
Vivemos o curioso momento em que toda a euforia se tornou efêmera.
Há quem tremer?
Por que temer?
Somos assediados pelo estranho espectro do sórdido
Do mórbido.
A Babilônia escureceu
Ganhou esse tom neon quase mórbido
Do crepúsculo gótico, fiz a estética estática.
A porta entreaberta sugere que estamos agora invadidos
Sentimos o indesejável instante em que ódio virou intolerância.
A quem temer
Por que tremer?
Fomos vigiados pela máquina que controla e degola
Das sombras
Foi assim, em meados de 2002 que surgiu a Terça Negra com os ventos das mudanças sociais vindas do Plano Alto com a luta nos corações e nas mentes de finalmente estarmos no poder.
Sinto saudades daquelas terças, daquelas negras. Meu coração era embalado pelo instinto da liberdade e pela vontade de voar, eu era a Terça Negra em essência. Pulava, dançava, bebia beijava nos cantos dos Maracatus, suava nos toques dos Afoxés, cantava com o Reggae, pop, hip hop ou funk.
É negra a terça.
Meu olhar hoje tem o peso do tempo, não é o mesmo, não é a minha terça..
Vejo que sou um elo perdido, não reconheço ninguém na mesma negra terça.
Sou testemunha, deslocada, desfocada, desloucada. Perdi minha loucura da fina flor da juventude, do ser eu pleno. Das irracionalidades centradas no instinto.
O Patio, desta terça começa vazio. Vejo jovens panfletando por uma nova constituinte. Tempos difíceis para eles nesta conjuntura individualista. Ainda são idealistas mas no contexto conservador. Em 1980 era diferente. A constituinte era a espinha engasgada no grito da liberdade. Ela tinha que sair. Hoje eles estão sozinhos.
Os negros e as negras, brancas, pardas, amarelas, diversas diversidades vão chegando e ocupando.
No ar um misto de vento com perfumes, fumaça de cigarro, de cannabis. Estou atento.
Há uma certa tensão no ar, vejo pela reação dos garçons, dos poucos bares que abrem na Terça Negra. Há uma velada apartação, silenciosa, sutil. Há uma silenciosa resistência, um tipo de mina terrestre pronta para desfragmentar, atingir, ferir... Aferição dos limites.
Erês me oferecem bala, chiclete e querem trocados. Oferendas, trocas de amendoim, relógios, brincos, ostras, axé. Recuso todos e capturo tudo pela retina destas palavras.
O show e o som é reggae, tributo da Tribo à Jamaica. Bob teu coração pulsa no centro do Recife. Tu Jah estás aqui. Dou mais uma lapada e vejo minha alma de 2002 pulando freneticamente em meu silêncio e minha solidão de 2015, fui driblado pelo tempo
Sinto saudades. É negra a terça, mas não há Maracatus, nem os Afoxés. Olho para o lampião aceso da parede e reparo a similaridade entre nós. Vivemos tempos distintos. Esta não é a minha Terça Negra, não sou mais o mesmo.
Começa a chover e me vou despedindo do Pátio de São Pedro saio, saudando Bob Marley. O Pátio, a Terça .
Axé!!!
Agora falta pouco para o inicio da folia. Os próximos ensaios, antes do carnaval, do Grupo Batuques de Pernambuco serão:
Arrastão pelas Ladeiras de Olinda.
Batuqueiros usarão Fantasias Diversas
Vamos batucar com garra e agitar as ladeiras de Olinda neste período pré carnavalesco.
Nossa agenda completa do Carnaval 2015 de Pernambuco pode ser conferida.
CLIQUE AQUI
Com a aproximação da folia de Momo, e tirando as porcarias musicais que nos tentam empurrar, a Babilônia decreta como hino oficial deste Carnaval 2015 a musica Bagaceira do grande músico e compositor Siba.
Vale a pena escutar esta música e cair na folia.
Bagaceira
Por Siba
Dei uma piruêta
Pulei do portão pra fora
Depois soltei meu grito :
" ou vai, ou racha ou se tora !"
Na rua eu faço passo
Da canela fazer nó
Se o pé formar um calo
Pulo de uma perna só
Avise ao pessoal
Que eu não estou normal
Pode acabar-se o mundo
Vou brincar meu carnaval
Não quero fantasia
Vou me vestir como der
Num dia eu melo a cara
No outro eu vou de mulher
Pra enganar a fome
Não quero espeto da praça
Dou um chupão num gellys
E o tira-gosto é cachaça
Que eu não fico legal
Com `agua mineral
Pode acabar-se o mundo
Vou brincar meu carnaval
Já no primeiro gole
Vou ficando carrancudo
Viro um bêbado valente
Que não aguenta cascudo
Chamaram um camburão
Pra acabar com a brincadeira
Porém só adianta
Me prender na quarta-feira
Senhor policial
Reserve um chá de pau
Pode acabar-se o mundo
Vou brincar meu carnaval
No fim da bagaceira
Minha vista escureceu
Se alguém souber meu nome
Diga pra mim quem sou eu
Vou dormir na calçada
Abraçado a um cachorro
Pra uma alma sebosa
Me levar carteira e gorro
E ainda se dá mal
Pois não tem um real
Pode acabar-se o mundo
Vou brincar meu carnaval
O local de inauguração deste marco, foi o Bar Beija Flor do Maracanã que fica na Avenida São Francisco Xavier (em frente a UERJ) com a esquina da Rua Felipe Camarão e que é gerenciado pelo Senhor Ernani.
O estabelecimento, desde 1997, é Berço da SOCABA. Boa parte de nossas histórias se deram nas mesas do Seu Ernani, regados a muita cerveja, alguns empadões de frango e muitas lembranças.
Contando com a nobre presença de seus membros: Renato Motta, Madureira, Everaldo Frade, Pablito Teixeira Manoel, Leonardo Araújo, Queisse Araujo, Bruno Pedrosa e José Benito sob a tutela dos Deuses da Babilônia que desorientaram nossos trabalho etílicos.
Hoje o Rio de Janeiro passa a contar com mais um ponto turístico. O MARCO INICIAL DO BERÇO DA SOCABA
SINCERAMENTE, SIM!! NOSSO SELO ESTÁ INAUGURADO VEJAM AS IMAGENS:
Iniciamos nossos trabalhos e preparativos para fundar o Marco da SOCABA.
Este será um dia Histórico para a SOCABA - 14/03/14 - Fundação do Marco Inicial da SOCABA.
Leonardo Araújo e Queisse Araújo!
Everaldo Frade e Pablito debatendo!
Madureira (com o chapéu de Gari) e Bruno Pedrosa - vulgo Babilônia.
Presença de Paula (RS) congregou o Serviço Social à História!
Benito chegou para completar nossa festa.
Preparamos o Pá Buff, receita de Beto Barraca (PE) para brindar a inauguração do Estandarte.
Todos que confirmaram estavam presentes
Todos Desfraldando o estandarte
Inaugurado o Selo
A foto histórica com a SOCABA.
Seu Ernani o patrono do Bar Beija Flor do Maracanã que acolheu nosso estandarte
Obrigado Seu Ernani, Sinceramente SIM!!
Presença feminina em nosso evento
Uma imagem para a posteridade da SOCABA.
Pela manhã, chegam ao Rio de Janeiro, Iêda Cruz (PE) e Rogério Alvarenga (SP), eles se juntam a Madureira, Pablito Teixeira Manoel, José Benito Yárritu Abellás, Everaldo Frade, Pedro Henrique, dentre muitos.
Sexta feiraA intenção é ir no Samba da Pedra do Sal na sexta feira à tarde, para aquecer as turbinas.
No Sábado tem Cordão do Bola Preta com concentração a partir das 9 horas e o ponto de encontro deverá ser na Rua Pedro Lessa, em frente ao Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro. Depois é partir para outros blocos.
Domingo tem Boitatá, Toca Raul e a partir das 16:00 hs, o ápice do carnaval da SOCABA, já contando com Flávia (ES) e Débora de Oliveira (ES), Juliana Zanelli, Leonardo Araújo, Queisse Araujo, Vera Oliveira da Silva, Heloisa Gribel, será no bloco "Santinhas" da Conceição.
Segunda e terça-feira a programação está em aberto aguardando sugestões, disponibilidades e disposições.
Imagem do carnaval de 2008, em frente ao Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro, no Sábado de Carnaval - Bola Preta.
O Grupo Cultural MARACATU BATUQUES DE PERNAMBUCO apresenta a sua Agenda de Carnaval para 2014
O Maracatu Batuques de Pernambuco estará concentrado na Praça do Carmo, sairá em direção a Rua do Bonfim até a Ladeira da Misericórdia, indo em direção aos 4 cantos de Olinda. Percorreremos a Rua São Bento, passando pelo alto da Ribeira até a Prefeitura de Olinda, contornando seu largo para entrar na Rua 27 de Janeiro, passando em frente aos 4 Cantos da Pitombeira até a praça de São Pedro, viraremos na Avenida da Liberdade para retornar à Praça do Carmo.
O valor é R$20,00 e a confirmação tem que ser até segunda-feira (17/02) pelo email: eve.frade@gmail.com
A camisa será na cor branca, tipo regata. Confira o modelo
FRENTE DA CAMISA:
Quem estiver fora do Estado do Rio de Janeiro terá que somar o valor de frete do envio pelo correio. (tratar no email)
Locais de entrega da camisa:
A lista das pessoas que encomendaram a camisa:
1)Carnaval no Rio de Janeiro-RJ - 2 de março de 2014
2) ENEHREX em Olinda-PE - 18 de abril de 2014
Em 2002, visitando o solar onde morou Manuel Bandeira, descobri uma livraria ao fundo da casa do poeta, que fica na Rua da Aurora em Recife.
Dentre as obras, estava uma pérola que encontrei por acaso, um livro intitulado: História do Futebol Pernambucano - Livanildo Alvez - Editora Bagaço - Recife/PE
No site do time coral podemos perceber que foi apagada da sua memória o real motivo para que o Santinha escolhesse as suas cores. O registro apenas indica a sua fundação: http://www.santacruzpe.com.br
"Aos três de fevereiro de mil novecentos e quatorze a rua da mangueira no. 02, distrito da Boa Vista, pelas 19 horas, reuniram-se os srs. Quintino Manda Paes Barreto, José Luiz Vieira, José Glycerio Bonfim, Abelardo Costa, Augusto Franklin Ramos, Orlando Elias dos Santos, Alexandre Carvalho, Oswaldo dos Santos Ramos, Luiz de Gonzaga Barbalho Uchoa e Augusto Dornelas Câmara, para a fundação de uma sociedade de “foot-ball”. Proclamado presidente o Sr. Augusto Ramos é pelo mesmo aceito tendo convidado o Sr. Luiz Barbalho para secretariar a mesma."
Mas o livro, documento irrefutável escrito por um estudioso do futebol pernambucano, registra o depoimento do primeiro goleiro do time Ilo Just:
"Quando houve a criação da liga, surgiu o problema, do Flamengo-PE que, tinha as mesmas cores nossas: preto e branco. Os dois não podiam ficar e o Flamengo terminou permanecendo como alvinegro.
Ainda estávamos em dúvida com respeito as cores, quando passou por aqui o Flamengo do Rio, que ia excursionar em Belém do Pará. Sua camisa era vermelha preta e branca. Resolvemos nosso problema, acrescentando o vermelho às nossas cores." Ilo Just - publicado também no fasciculo 2 - Conheça o Santa Cruz 55 anos de glória -
De fato, a passagem do clube carioca pelo Recife, naquela época aconteceu conforme registros de antigos jornais de Pernambuco como a matéria do Jornal do Commercio: "Viaja no paquete Rio de Janeiro com destino ao Pará, onde vai a convite da liga paraense jogar diversos matches de foot-ball, por ocasião das festas do tricentenário de Belém, o poderoso team do Flamengo do Rio." Registrava o Diário de Pernambuco em 19 de dezembro de 1915.
Naquele ano, o uniforme do Flamengo era Cobra Coral. Uniforme esse que posteriormente seria substituído pelo modelo Rubro negro listrado, pois a camisa anterior era similar a bandeira da Alemanha na primeira guerra.
Nesse sentido, o livro deixa claro de que o Santa Cruz em 1916 vai fazer a sua estréia com a camisa cobra coral.
Nessa logica , em cada camisa do Santa Cruz que vejo aqui em Pernambuco, está a antiga camisa do Clube de Regatas do Flamengo.
O livro registra que o primeiro clube pernambucano a ganhar o titulo de campeão foi o Sport Club Flamengo - de Pernambuco - fundado em 20 de abril de 1914 - uniforme - Calção branco, camisa preta - O nome resultou da simpatia de seus torcedores pelo Flamengo do Rio de Janeiro.
O adjunto de promotor público, representando contra o cabra Manoel Duda, porque no dia 11 do mês de Nossa Senhora Sant'Ana quando a mulher do Xico Bento ia para a fonte, já perto dela, o supracitado cabra que estava de em uma moita de mato, sahiu della de supetão e fez proposta a dita mulher, por quem queria para coisa que não se pode trazer a lume, e como ella se recuzasse, o dito cabra abrafolou-se dela, deitou-a no chão, deixando a sencomendas della de fora e ao Deus dará. Elle não conseguiu matrimonio porque ella gritou e veio em amparo della Nocreto Correia e Norberto Barbosa, que prenderam o cujo em flagrante. Dizem as leises que duas testemunhas que assistam a qualquer naufrágio do sucesso faz prova.
CONSIDERO:
QUE o cabra Manoel Duda agrediu a mulher de Xico Bento para conxambrar com ela e fazer chumbregâncias, coisas que só marido della competia conxambrar, porque casados pelo regime da Santa Igreja Cathólica Romana;
QUE o cabra Manoel Duda é um suplicante deboxado que nunca soube respeitar as famílias de suas vizinhas, tanto que quiz também fazer conxambranas com a Quitéria e Clarinha, moças donzellas;
QUE Manoel Duda é um sujeito perigoso e que não tiver uma cousa que atenue a perigança dele, amanhan está metendo medo até nos homens.
CONDENO:
O cabra Manoel Duda, pelo malifício que fez à mulher do Xico Bento, a ser CAPADO, capadura que deverá ser feita a MACETE. A execução desta peça deverá ser feita na cadeia desta Villa. Nomeio carrasco o carcereiro.
Cumpra-se e apregue-se editais nos lugares públicos.
Manoel Fernandes dos Santos
Juiz de Direito da Vila de Porto da Folha Sergipe, 15 de Outubro de 1833.
Fonte: Instituto Histórico de Alagoas
Imagem do blog http://artigosdehistoria.blogspot.com.br Publicado em julho de 2010.