terça-feira, setembro 26, 2006

Cidade anfíbia

Como me esconder da beleza
Da destreza de enxergar o belo
Caminhando nas ruas escuras
De um lugar sem paralelo

Ocultar o que já vi é intensamente impossível
Pois vi com olhos de carne colada
Algo plenamente dizível
Como calar a boca espalhada

As ruas cortam a cidade ao meio
E me corta vê-la as vezes empoeirada
Na quentura do nosso verão é bela
É bela também na invernada

O mangue soa um suor verde
Orvalhado em plena tarde
Onde mato minha sede
Me preparando para a madrugada

És tu bela cidade
Tão acalalentadora de sonhos
Povoa minha mente com o belo
Percorro teu chão sempre risonho
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