segunda-feira, dezembro 13, 2004

Texto Independente
(Beto)

Escrevi de punho, o texto que me veio a mente
Havia coisas tão certas que nada sairia diferente
Escrevi no passado, a cerca de duas horas
Trouxe-o a tona, para dar-lhe minha aurora
Não acreditei, pois o texto relutava
Parecia ter vida própria, queria modificar o que eu pensava
Esbravejei, fiz birra e me coloquei a digitar
O texto entortava, dava asas a imaginação
Tinha dificuldades em terminar
Os fatos da minha criação
Pensei, tracei um plano de diblar o texto malandro
Pudera? O texto que eu pari me levar a novas conotações?
Como poderia eu dar novas explicações
Para um caso de texto errado
Pudendo eu, driblar ou ser diblado
Sem maiores exitações de um texto malvado
Lembrei de consultar o que havia no inconsciente
O que nas entrelinhas queria falar o texto renitente
Cansei de buscar o óbvio, vi que o texto era que nem gente
Tinha opinião própria, gostava de dizer lorotas
Agora era um texto independente

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